profjoseilsonlima@gmail.com

Buscar por:
Banca: Não selecionada Cargo: Não selecionado Disciplina: Não selecionada Assunto: Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Encontramos 234 questões. Bons estudos!!!
Texto associado

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 09.

A cada governo que entra, o assunto educação deixa os holofotes provisórios da campanha eleitoral, onde costuma desfilar na linha de frente das promessas dos candidatos, e volta à triste prateleira dos problemas que se arrastam sem solução. Desta vez foi diferente: encerrada a votação, a educação prosseguiu na pauta de discussões acirradas. Infelizmente, o saldo da agitação não gira em torno de nenhuma providência capaz de pôr o ensino do Brasil nos trilhos da excelência – a real prioridade.

A questão da hora é o projeto que pretende legislar sobre o que o professor pode ou, principalmente, não pode falar em sala de aula. Com o propósito de impedir a doutrinação, por professores, em classe, o projeto ameaça alimentar o oposto do que propõe: censura, patrulhamento, atitudes retrógradas e pensamento estreito. Segundo o especialista em educação Claudio de Moura Castro, não há como definir o que é variedade de pensamento e o que é proselitismo.

Fruto do ambiente polarizado da sociedade brasileira, a discussão entrou pela porta da frente das escolas. Nesse clima de paixões exaltadas, no entanto, é preciso um esforço adicional para separar o joio do trigo. A doutrinação em sala de aula é condenável sob todos os aspectos – seja de esquerda ou de direita, religiosa ou ateia, ou de qualquer outra natureza. A escola é um lugar para o debate livre das ideias, e não para o proselitismo.

Todo conhecimento é socialmente construído e, portanto, a aventura humana, por definição, nunca é neutra ou isenta de valores. A saída é discutir e chegar a um consenso sobre o que precisa ser apresentado ao aluno, e não vigiar e punir.

Doutrinar é expor ideias e opiniões com o propósito de convencer o outro. A todo bom professor cabe estimular o confronto de ideias e o livre pensar, inclusive expressando seu ponto de vista, mas não catequizar – uma linha fina que exige discernimento constante.

O mundo é diverso em múltiplos aspectos, e a escola é o lugar adequado para que essa diversidade seja discutida livremente. A melhor escola ainda é a que faz pensar – sem proselitismo.

(Fernando Molica, Luisa Bustamante e Maria Clara Vieira, Meia-volta, volver. Veja, 14.11.2018. Adaptado)

Entre os pontos negativos do projeto mencionado no segundo parágrafo, o texto aponta

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 09.

A cada governo que entra, o assunto educação deixa os holofotes provisórios da campanha eleitoral, onde costuma desfilar na linha de frente das promessas dos candidatos, e volta à triste prateleira dos problemas que se arrastam sem solução. Desta vez foi diferente: encerrada a votação, a educação prosseguiu na pauta de discussões acirradas. Infelizmente, o saldo da agitação não gira em torno de nenhuma providência capaz de pôr o ensino do Brasil nos trilhos da excelência – a real prioridade.

A questão da hora é o projeto que pretende legislar sobre o que o professor pode ou, principalmente, não pode falar em sala de aula. Com o propósito de impedir a doutrinação, por professores, em classe, o projeto ameaça alimentar o oposto do que propõe: censura, patrulhamento, atitudes retrógradas e pensamento estreito. Segundo o especialista em educação Claudio de Moura Castro, não há como definir o que é variedade de pensamento e o que é proselitismo.

Fruto do ambiente polarizado da sociedade brasileira, a discussão entrou pela porta da frente das escolas. Nesse clima de paixões exaltadas, no entanto, é preciso um esforço adicional para separar o joio do trigo. A doutrinação em sala de aula é condenável sob todos os aspectos – seja de esquerda ou de direita, religiosa ou ateia, ou de qualquer outra natureza. A escola é um lugar para o debate livre das ideias, e não para o proselitismo.

Todo conhecimento é socialmente construído e, portanto, a aventura humana, por definição, nunca é neutra ou isenta de valores. A saída é discutir e chegar a um consenso sobre o que precisa ser apresentado ao aluno, e não vigiar e punir.

Doutrinar é expor ideias e opiniões com o propósito de convencer o outro. A todo bom professor cabe estimular o confronto de ideias e o livre pensar, inclusive expressando seu ponto de vista, mas não catequizar – uma linha fina que exige discernimento constante.

O mundo é diverso em múltiplos aspectos, e a escola é o lugar adequado para que essa diversidade seja discutida livremente. A melhor escola ainda é a que faz pensar – sem proselitismo.

(Fernando Molica, Luisa Bustamante e Maria Clara Vieira, Meia-volta, volver. Veja, 14.11.2018. Adaptado)

É correto afirmar que, no tratamento do tema do texto, os autores 

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

NELSON RODRIGUES: O GRANDE ACONTECIMENTO DO SÉCULO FOI A ASCENSÃO ESPANTOSA E FULMINANTE DO IDIOTA


O teatro e a crônica de Nelson Rodrigues são uma ressonância magnética da alma humana. Sua arte desnuda o homem — não só o rico (visto por parte da literatura patropi com cruel e pançudo), não só o de classe de média e não só o pobre. Daí certo desagrado de alguns com os "excessos" de sua arte. Apreciamos a arte degradar aquilo que não somos. ou ao menos achamos que não somos. Nelson Rodrigues pegava todo mundo, ninguém lhe escapava. A classe média é uma de suas, digamos, "vítimas" preferenciais. Porque, embora moralista ao extremo, não é tão diferente dos pobres e dos ricos (aliás, pobres e ricos têm uma moralidade similar, mais flexível do que a da classe média).

A classe média é assim: ama as aparências e, portanto, esconde o que se passa entre quatro paredes — daí lota os consultórios de psiquiatras e psicanalistas (outras quatro parede). Sua ansiedade é que quer ser o que não é, ou, na prática, o que não existe — o ser humano maravilhoso que não existe nem nos contos de fada. A média é a classe que tem vergonha de tudo — embora seja tão desavergonhada quanto as demais (por isso faz quase tudo escondido) — e condena, com extremo rigor, a "imoralidade" alheia.

https://www.revistabula.com/17809-o-grande-acontecimento-do-século-foi-a-ascensao-espantosa-e-fulminante-do-idiota/ - adaptado.

Na frase "William levou uma surra", o sujeito é classificado como:
😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

NELSON RODRIGUES: O GRANDE ACONTECIMENTO DO SÉCULO FOI A ASCENSÃO ESPANTOSA E FULMINANTE DO IDIOTA


O teatro e a crônica de Nelson Rodrigues são uma ressonância magnética da alma humana. Sua arte desnuda o homem — não só o rico (visto por parte da literatura patropi com cruel e pançudo), não só o de classe de média e não só o pobre. Daí certo desagrado de alguns com os "excessos" de sua arte. Apreciamos a arte degradar aquilo que não somos. ou ao menos achamos que não somos. Nelson Rodrigues pegava todo mundo, ninguém lhe escapava. A classe média é uma de suas, digamos, "vítimas" preferenciais. Porque, embora moralista ao extremo, não é tão diferente dos pobres e dos ricos (aliás, pobres e ricos têm uma moralidade similar, mais flexível do que a da classe média).

A classe média é assim: ama as aparências e, portanto, esconde o que se passa entre quatro paredes — daí lota os consultórios de psiquiatras e psicanalistas (outras quatro parede). Sua ansiedade é que quer ser o que não é, ou, na prática, o que não existe — o ser humano maravilhoso que não existe nem nos contos de fada. A média é a classe que tem vergonha de tudo — embora seja tão desavergonhada quanto as demais (por isso faz quase tudo escondido) — e condena, com extremo rigor, a "imoralidade" alheia.

https://www.revistabula.com/17809-o-grande-acontecimento-do-século-foi-a-ascensao-espantosa-e-fulminante-do-idiota/ - adaptado.

Segundo o texto, é correto afirmar que:

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

Leia o texto para responder às questões de números 12 a 15.

O substituto da vida

        Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de escrever, lia o que escrevera e fazia eventuais emendas. Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria e ia à vida.

        Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever, eu fechava a máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia ao Centro da cidade varejar sebos. Só reabria a máquina no dia seguinte.

        Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo às que precisam de resposta, entro em jornais e revistas on-line, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.

        Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a agenda, o telefone, o rádio, a TV – a vida. É por isso que nem lhe chego perto: temo que ele me substitua também.

(Ruy Castro. A arte de querer bem. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018) 

De acordo com o autor, a substituição da máquina de escrever pelo computador 

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

Leia o texto para responder às questões de números 04 a 11.

Quando o efêmero dura

      Uma das mais fabulosas tecnologias humanas é a escrita. Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito do de nossos ancestrais de épocas remotas.

      Uma tecnologia assim poderosa não poderia ter passado sem deixar marcas. De início, poucos dominavam as letras, de modo que saber ler e escrever se tornou uma distinção de classe social. À medida que surgiram tecnologias mais eficientes de reprodução e o ensino público se popularizou, o alfabetismo se tornou quase universal.

      No nível comportamental, havia uma divisão muito clara entre a comunicação formal, calculada, destinada a durar (escrita), e aquela mais íntima, vaga (oral), que, justamente por não deixar traços, podia operar como uma sonda da sociabilidade, testando relacionamentos, fofocando, às vezes até zombando e insultando. O ex-presidente Michel Temer matou a charada ao proclamar: verba volant, scripta manent* .

      O problema é que as tecnologias não pararam de evoluir, dando lugar a computadores, celulares, aplicativos de mensagens, redes sociais etc. As pessoas vêm cada vez mais usando a escrita para comunicar-se no registro informal, que conta com o caráter efêmero da fala. Pior, a reprodutibilidade e transmissão de diálogos privados se tornaram potencialmente infinitos.

      O resultado é uma explosão de curtos-circuitos sociais, nos quais mensagens concebidas para circular entre poucos ganham ampla difusão. Às vezes a divulgação é de interesse público, mas, com maior frequência, ela só azeda amizades ou intoxica o ambiente de trabalho.

       Isso demonstra que é preciso ver com certa preocupação a redução dos espaços de experimentação social, onde é lícito falar bobagem.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 02.11.2019. Adaptado)
* provérbio latino que pode ser livremente traduzido por “as palavras voam, a escrita permanece”

No período do primeiro parágrafo – Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento… –, a frase destacada expressa, em relação ao restante do enunciado, uma 

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

Leia o texto para responder às questões de números 04 a 11.

Quando o efêmero dura

      Uma das mais fabulosas tecnologias humanas é a escrita. Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito do de nossos ancestrais de épocas remotas.

      Uma tecnologia assim poderosa não poderia ter passado sem deixar marcas. De início, poucos dominavam as letras, de modo que saber ler e escrever se tornou uma distinção de classe social. À medida que surgiram tecnologias mais eficientes de reprodução e o ensino público se popularizou, o alfabetismo se tornou quase universal.

      No nível comportamental, havia uma divisão muito clara entre a comunicação formal, calculada, destinada a durar (escrita), e aquela mais íntima, vaga (oral), que, justamente por não deixar traços, podia operar como uma sonda da sociabilidade, testando relacionamentos, fofocando, às vezes até zombando e insultando. O ex-presidente Michel Temer matou a charada ao proclamar: verba volant, scripta manent* .

      O problema é que as tecnologias não pararam de evoluir, dando lugar a computadores, celulares, aplicativos de mensagens, redes sociais etc. As pessoas vêm cada vez mais usando a escrita para comunicar-se no registro informal, que conta com o caráter efêmero da fala. Pior, a reprodutibilidade e transmissão de diálogos privados se tornaram potencialmente infinitos.

      O resultado é uma explosão de curtos-circuitos sociais, nos quais mensagens concebidas para circular entre poucos ganham ampla difusão. Às vezes a divulgação é de interesse público, mas, com maior frequência, ela só azeda amizades ou intoxica o ambiente de trabalho.

       Isso demonstra que é preciso ver com certa preocupação a redução dos espaços de experimentação social, onde é lícito falar bobagem.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 02.11.2019. Adaptado)
* provérbio latino que pode ser livremente traduzido por “as palavras voam, a escrita permanece”

Na passagem – Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes antes inimagináveis. –, o termo destacado é empregado em sentido

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

Leia o texto para responder às questões de números 04 a 11.

Quando o efêmero dura

      Uma das mais fabulosas tecnologias humanas é a escrita. Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito do de nossos ancestrais de épocas remotas.

      Uma tecnologia assim poderosa não poderia ter passado sem deixar marcas. De início, poucos dominavam as letras, de modo que saber ler e escrever se tornou uma distinção de classe social. À medida que surgiram tecnologias mais eficientes de reprodução e o ensino público se popularizou, o alfabetismo se tornou quase universal.

      No nível comportamental, havia uma divisão muito clara entre a comunicação formal, calculada, destinada a durar (escrita), e aquela mais íntima, vaga (oral), que, justamente por não deixar traços, podia operar como uma sonda da sociabilidade, testando relacionamentos, fofocando, às vezes até zombando e insultando. O ex-presidente Michel Temer matou a charada ao proclamar: verba volant, scripta manent* .

      O problema é que as tecnologias não pararam de evoluir, dando lugar a computadores, celulares, aplicativos de mensagens, redes sociais etc. As pessoas vêm cada vez mais usando a escrita para comunicar-se no registro informal, que conta com o caráter efêmero da fala. Pior, a reprodutibilidade e transmissão de diálogos privados se tornaram potencialmente infinitos.

      O resultado é uma explosão de curtos-circuitos sociais, nos quais mensagens concebidas para circular entre poucos ganham ampla difusão. Às vezes a divulgação é de interesse público, mas, com maior frequência, ela só azeda amizades ou intoxica o ambiente de trabalho.

       Isso demonstra que é preciso ver com certa preocupação a redução dos espaços de experimentação social, onde é lícito falar bobagem.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 02.11.2019. Adaptado)
* provérbio latino que pode ser livremente traduzido por “as palavras voam, a escrita permanece”

No texto, é apontado pelo autor como um equívoco

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

Leia o texto para responder às questões de números 04 a 11.

Quando o efêmero dura

      Uma das mais fabulosas tecnologias humanas é a escrita. Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito do de nossos ancestrais de épocas remotas.

      Uma tecnologia assim poderosa não poderia ter passado sem deixar marcas. De início, poucos dominavam as letras, de modo que saber ler e escrever se tornou uma distinção de classe social. À medida que surgiram tecnologias mais eficientes de reprodução e o ensino público se popularizou, o alfabetismo se tornou quase universal.

      No nível comportamental, havia uma divisão muito clara entre a comunicação formal, calculada, destinada a durar (escrita), e aquela mais íntima, vaga (oral), que, justamente por não deixar traços, podia operar como uma sonda da sociabilidade, testando relacionamentos, fofocando, às vezes até zombando e insultando. O ex-presidente Michel Temer matou a charada ao proclamar: verba volant, scripta manent* .

      O problema é que as tecnologias não pararam de evoluir, dando lugar a computadores, celulares, aplicativos de mensagens, redes sociais etc. As pessoas vêm cada vez mais usando a escrita para comunicar-se no registro informal, que conta com o caráter efêmero da fala. Pior, a reprodutibilidade e transmissão de diálogos privados se tornaram potencialmente infinitos.

      O resultado é uma explosão de curtos-circuitos sociais, nos quais mensagens concebidas para circular entre poucos ganham ampla difusão. Às vezes a divulgação é de interesse público, mas, com maior frequência, ela só azeda amizades ou intoxica o ambiente de trabalho.

       Isso demonstra que é preciso ver com certa preocupação a redução dos espaços de experimentação social, onde é lícito falar bobagem.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 02.11.2019. Adaptado)
* provérbio latino que pode ser livremente traduzido por “as palavras voam, a escrita permanece”

O autor do texto trata

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error
Texto associado

A confiança dentro dos círculos militares alemães era enorme e, até o final de 1941, era fácil entender o porquê. Os exércitos de Hitler, ao conquistarem mais partes da Europa do que Napoleão jamais havia conquistado, pareciam prestes a tomar Moscou e talvez Leningrado na primavera seguinte. Era possível que o Japão subitamente atacasse a União Soviética pelo leste, enquanto os alemães continuariam a ataca-la do oeste, apertando o Urso Russo até a morte. As decisões japonesas, imprevisíveis para um observador distante, determinariam em parte os resultados da guerra, então em seu terceiro ano. Em Tóquio, os líderes sabiam que aquela era uma formidável oportunidade de derrotar o velho inimigo. Haviam lutado contra a Rússia em uma guerra vitoriosa nos anos de 1904-1905 e, muito rapidamente em um confronto armado sem resolução que começara na Mongólia em maio de 1939. Ali estava a oportunidade de investir decisivamente. Os russos deslocavam tanques, retirando-os da Sibéria e mandando-os para as proximidades de Moscou, para reforçar as defesas da cidade. Por outro lado, os japoneses tinham a oportunidade de lançar um ataque pelo sul contra as enfraquecidas colônias europeias que se estendiam desde Hong Kong e da Birmânia, sob domínio britânico, até as Índias Orientais Neerlandesas, ricas em petróleo. (BLAINEY, Gooffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 144). 

A palavra “formidável”, utilizada na linha 15 do texto, tem como sinônimo:

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!
Marcador da Questão
🔐 Suas anotações são privadas, e só você pode ver.
Evolution
report-error