Leia o texto para responder às questões de números 04 a 11.
Quando o efêmero dura
Uma das mais fabulosas tecnologias humanas é a escrita. Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito do de nossos ancestrais de épocas remotas.
Uma tecnologia assim poderosa não poderia ter passado sem deixar marcas. De início, poucos dominavam as letras, de modo que saber ler e escrever se tornou uma distinção de classe social. À medida que surgiram tecnologias mais eficientes de reprodução e o ensino público se popularizou, o alfabetismo se tornou quase universal.
No nível comportamental, havia uma divisão muito clara entre a comunicação formal, calculada, destinada a durar (escrita), e aquela mais íntima, vaga (oral), que, justamente por não deixar traços, podia operar como uma sonda da sociabilidade, testando relacionamentos, fofocando, às vezes até zombando e insultando. O ex-presidente Michel Temer matou a charada ao proclamar: verba volant, scripta manent* .
O problema é que as tecnologias não pararam de evoluir, dando lugar a computadores, celulares, aplicativos de mensagens, redes sociais etc. As pessoas vêm cada vez mais usando a escrita para comunicar-se no registro informal, que conta com o caráter efêmero da fala. Pior, a reprodutibilidade e transmissão de diálogos privados se tornaram potencialmente infinitos.
O resultado é uma explosão de curtos-circuitos sociais, nos quais mensagens concebidas para circular entre poucos ganham ampla difusão. Às vezes a divulgação é de interesse público, mas, com maior frequência, ela só azeda amizades ou intoxica o ambiente de trabalho.
Isso demonstra que é preciso ver com certa preocupação a redução dos espaços de experimentação social, onde é lícito falar bobagem.
Na passagem – Ela nos permitiu ampliar a memória para
horizontes antes inimagináveis. –, o termo destacado é
empregado em sentido
Leia o texto para responder às questões de números 04 a 11.
Quando o efêmero dura
Uma das mais fabulosas tecnologias humanas é a escrita. Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito do de nossos ancestrais de épocas remotas.
Uma tecnologia assim poderosa não poderia ter passado sem deixar marcas. De início, poucos dominavam as letras, de modo que saber ler e escrever se tornou uma distinção de classe social. À medida que surgiram tecnologias mais eficientes de reprodução e o ensino público se popularizou, o alfabetismo se tornou quase universal.
No nível comportamental, havia uma divisão muito clara entre a comunicação formal, calculada, destinada a durar (escrita), e aquela mais íntima, vaga (oral), que, justamente por não deixar traços, podia operar como uma sonda da sociabilidade, testando relacionamentos, fofocando, às vezes até zombando e insultando. O ex-presidente Michel Temer matou a charada ao proclamar: verba volant, scripta manent* .
O problema é que as tecnologias não pararam de evoluir, dando lugar a computadores, celulares, aplicativos de mensagens, redes sociais etc. As pessoas vêm cada vez mais usando a escrita para comunicar-se no registro informal, que conta com o caráter efêmero da fala. Pior, a reprodutibilidade e transmissão de diálogos privados se tornaram potencialmente infinitos.
O resultado é uma explosão de curtos-circuitos sociais, nos quais mensagens concebidas para circular entre poucos ganham ampla difusão. Às vezes a divulgação é de interesse público, mas, com maior frequência, ela só azeda amizades ou intoxica o ambiente de trabalho.
Isso demonstra que é preciso ver com certa preocupação a redução dos espaços de experimentação social, onde é lícito falar bobagem.
No texto, é apontado pelo autor como um equívoco
Leia o texto para responder às questões de números 04 a 11.
Quando o efêmero dura
Uma das mais fabulosas tecnologias humanas é a escrita. Ela nos permitiu ampliar a memória para horizontes antes inimagináveis. Não fosse por ela, jamais teríamos atingido os níveis de acúmulo, transmissão e integração de conhecimento que logramos obter. Nosso modo de vida provavelmente não diferiria muito do de nossos ancestrais de épocas remotas.
Uma tecnologia assim poderosa não poderia ter passado sem deixar marcas. De início, poucos dominavam as letras, de modo que saber ler e escrever se tornou uma distinção de classe social. À medida que surgiram tecnologias mais eficientes de reprodução e o ensino público se popularizou, o alfabetismo se tornou quase universal.
No nível comportamental, havia uma divisão muito clara entre a comunicação formal, calculada, destinada a durar (escrita), e aquela mais íntima, vaga (oral), que, justamente por não deixar traços, podia operar como uma sonda da sociabilidade, testando relacionamentos, fofocando, às vezes até zombando e insultando. O ex-presidente Michel Temer matou a charada ao proclamar: verba volant, scripta manent* .
O problema é que as tecnologias não pararam de evoluir, dando lugar a computadores, celulares, aplicativos de mensagens, redes sociais etc. As pessoas vêm cada vez mais usando a escrita para comunicar-se no registro informal, que conta com o caráter efêmero da fala. Pior, a reprodutibilidade e transmissão de diálogos privados se tornaram potencialmente infinitos.
O resultado é uma explosão de curtos-circuitos sociais, nos quais mensagens concebidas para circular entre poucos ganham ampla difusão. Às vezes a divulgação é de interesse público, mas, com maior frequência, ela só azeda amizades ou intoxica o ambiente de trabalho.
Isso demonstra que é preciso ver com certa preocupação a redução dos espaços de experimentação social, onde é lícito falar bobagem.
O autor do texto trata
Leia os quadrinhos para responder às questões de números
01 a 03.

(Beck, Alexandre. Armandinho Um. 1a
Ed. Florianópolis, SC: A. C. Beck, 2014)
Assinale a alternativa em que, no período escrito a partir
da fala do terceiro quadrinho, a vírgula está empregada em
conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Leia os quadrinhos para responder às questões de números
01 a 03.

(Beck, Alexandre. Armandinho Um. 1a
Ed. Florianópolis, SC: A. C. Beck, 2014)
Está empregada no modo imperativo, para expressar
uma solicitação, a forma verbal destacada em:
Leia os quadrinhos para responder às questões de números
01 a 03.

(Beck, Alexandre. Armandinho Um. 1a
Ed. Florianópolis, SC: A. C. Beck, 2014)