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Na história recente da educação, é comum ouvir a respeito de distúrbios, transtornos, dificuldades ou problemas de aprendizagem para designar os alunos que não apresentam o desenvolvimento esperado. A introdução de tais termos no cotidiano das pessoas tem gerado uma crescente banalização deles, de modo que as pessoas que deles se valem nem sempre têm conhecimento de seu significado.
A expressão “distúrbios de aprendizagem” se refere claramente a um quadro patológico gerado por uma alteração drástica na ordem natural do processo de aprendizagem, estando o problema diretamente centrado no aluno, ou seja, naquele que aprende ou, nesse caso, deveria aprender. A utilização desse e de termos semelhantes atribui um problema médico, um diagnóstico de doença e de cunho unicamente biológico ao aluno que apresenta dificuldades em relação ao seu processo de aprendizado, excluindo os demais fatores que podem, muitas vezes, estar presentes e interferir no processo de ensino e aprendizagem.
É comum ainda, no ambiente escolar, entre os professores, haver comentários acerca dos seus alunos considerados diferentes, passando suas impressões e percepções a respeito deles para outros professores, que podem acabar assumindo aquelas opiniões como verdades absolutas e inquestionáveis, pautando suas ações perante aquele aluno pelas informações advindas de outros professores, o que a psicóloga e pesquisadora Maria Helena de Souza Patto nomeou como “profecias autorrealizadoras”.
(Débora Cristina Fonseca; Paula Emmerich Maldonado. Distúrbios de aprendizagem e fracasso escolar na visão de professores e licenciandos. In: Psicologia da Educação. no 50, São Paulo jan./jun. 2020. Adaptado)

No trecho – É comum ainda, no ambiente escolar, entre os professores, haver comentários acerca dos seus alunos considerados diferentes… – (3º parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída, em conformidade com a norma-padrão e sem prejuízo do sentido original, por:

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Na história recente da educação, é comum ouvir a respeito de distúrbios, transtornos, dificuldades ou problemas de aprendizagem para designar os alunos que não apresentam o desenvolvimento esperado. A introdução de tais termos no cotidiano das pessoas tem gerado uma crescente banalização deles, de modo que as pessoas que deles se valem nem sempre têm conhecimento de seu significado.
A expressão “distúrbios de aprendizagem” se refere claramente a um quadro patológico gerado por uma alteração drástica na ordem natural do processo de aprendizagem, estando o problema diretamente centrado no aluno, ou seja, naquele que aprende ou, nesse caso, deveria aprender. A utilização desse e de termos semelhantes atribui um problema médico, um diagnóstico de doença e de cunho unicamente biológico ao aluno que apresenta dificuldades em relação ao seu processo de aprendizado, excluindo os demais fatores que podem, muitas vezes, estar presentes e interferir no processo de ensino e aprendizagem.
É comum ainda, no ambiente escolar, entre os professores, haver comentários acerca dos seus alunos considerados diferentes, passando suas impressões e percepções a respeito deles para outros professores, que podem acabar assumindo aquelas opiniões como verdades absolutas e inquestionáveis, pautando suas ações perante aquele aluno pelas informações advindas de outros professores, o que a psicóloga e pesquisadora Maria Helena de Souza Patto nomeou como “profecias autorrealizadoras”.
(Débora Cristina Fonseca; Paula Emmerich Maldonado. Distúrbios de aprendizagem e fracasso escolar na visão de professores e licenciandos. In: Psicologia da Educação. no 50, São Paulo jan./jun. 2020. Adaptado)

Assinale a alternativa em que um trecho do texto foi reescrito em conformidade com a norma-padrão de concordância.

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Na história recente da educação, é comum ouvir a respeito de distúrbios, transtornos, dificuldades ou problemas de aprendizagem para designar os alunos que não apresentam o desenvolvimento esperado. A introdução de tais termos no cotidiano das pessoas tem gerado uma crescente banalização deles, de modo que as pessoas que deles se valem nem sempre têm conhecimento de seu significado.
A expressão “distúrbios de aprendizagem” se refere claramente a um quadro patológico gerado por uma alteração drástica na ordem natural do processo de aprendizagem, estando o problema diretamente centrado no aluno, ou seja, naquele que aprende ou, nesse caso, deveria aprender. A utilização desse e de termos semelhantes atribui um problema médico, um diagnóstico de doença e de cunho unicamente biológico ao aluno que apresenta dificuldades em relação ao seu processo de aprendizado, excluindo os demais fatores que podem, muitas vezes, estar presentes e interferir no processo de ensino e aprendizagem.
É comum ainda, no ambiente escolar, entre os professores, haver comentários acerca dos seus alunos considerados diferentes, passando suas impressões e percepções a respeito deles para outros professores, que podem acabar assumindo aquelas opiniões como verdades absolutas e inquestionáveis, pautando suas ações perante aquele aluno pelas informações advindas de outros professores, o que a psicóloga e pesquisadora Maria Helena de Souza Patto nomeou como “profecias autorrealizadoras”.
(Débora Cristina Fonseca; Paula Emmerich Maldonado. Distúrbios de aprendizagem e fracasso escolar na visão de professores e licenciandos. In: Psicologia da Educação. no 50, São Paulo jan./jun. 2020. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado foi empregado em sentido figurado.

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Em – ... a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado... – (2º parágrafo), a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo pelo qual foi empregada em:

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Quando o cego, em reunião na casa dum amigo, disse que gostaria de viver numa cidade cuja temperatura oscilasse entre quinze e vinte graus e cujo céu todos os dias fosse azul, ninguém sentiu vontade de sorrir. Nem cheguei a sentir um alegre arrepio de tristeza. Ele falou com a voz clara e cheia de sentido. Nós todos entendemos, entendemos de repente um espaço emocional extraordinário, que desconhecíamos: o azul do céu não é uma cor, mas uma qualidade do mundo, uma luminosidade de todos os sentidos, uma fragrância, um ar mais delicado, um concerto de sons, uma transparência do universo.
Nos dias cinzentos, o mundo é opaco e áspero; as pessoas falam com um timbre de voz mais rouco e inquieto; os pássaros não cantam; a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado. O cego desejava que todos os dias fossem azuis; precisava dos dias azuis mais do que nós, os distraídos na multiplicidade do mundo, dispersados em tantas sensações supérfluas. Um poeta disse uma vez que Deus é azul. Não creio. Mas creio nos poetas. Creio nos cegos. Creio no azul.
(Paulo Mendes Campos. Palavras pessoais. 05.11.1960. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em 24.06.2024)

O trecho – ... gostaria de viver numa cidade cuja temperatura oscilasse entre quinze e vinte graus e cujo céu todos os dias fosse azul... – (1º parágrafo) pode ser assim reescrito, em conformidade com a norma-padrão de regência e de emprego de pronomes:

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Nos dias cinzentos, o mundo é opaco e áspero; as pessoas falam com um timbre de voz mais rouco e inquieto; os pássaros não cantam; a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado. O cego desejava que todos os dias fossem azuis; precisava dos dias azuis mais do que nós, os distraídos na multiplicidade do mundo, dispersados em tantas sensações supérfluas. Um poeta disse uma vez que Deus é azul. Não creio. Mas creio nos poetas. Creio nos cegos. Creio no azul.
(Paulo Mendes Campos. Palavras pessoais. 05.11.1960. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em 24.06.2024)

Na crônica, é possível identificar uma intenção expressiva do autor por meio de recursos como

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Nos dias cinzentos, o mundo é opaco e áspero; as pessoas falam com um timbre de voz mais rouco e inquieto; os pássaros não cantam; a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado. O cego desejava que todos os dias fossem azuis; precisava dos dias azuis mais do que nós, os distraídos na multiplicidade do mundo, dispersados em tantas sensações supérfluas. Um poeta disse uma vez que Deus é azul. Não creio. Mas creio nos poetas. Creio nos cegos. Creio no azul.
(Paulo Mendes Campos. Palavras pessoais. 05.11.1960. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em 24.06.2024)

A partir da leitura da crônica, é correto afirmar que as pessoas não sentiram vontade de sorrir das palavras do cego porque

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Quanto ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que apresenta frase em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.

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Assinale a alternativa em que a expressão pode ser substituída pelo termo entre parênteses de acordo com a norma-padrão da língua.

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Qual o impacto da presença de mulheres na ciência e da discussão sobre gênero nos resultados de pesquisas científicas? Um artigo publicado mostra, por exemplo, que considerar a variável sexo na compreensão de dinâmicas genéticas e hormonais pode trazer inovação à imunoterapia contra o câncer. Em 2017, estudo divulgado revelou que a descoberta de diferenças sexuais em padrões moleculares permite aprimorar o desenvolvimento de remédios para alívio da dor e depressão. Em movimento que teve início no final da década de 1980 e ganhou força a partir dos anos 2000, cientistas têm incorporado a análise de sexo e gênero em seus projetos. A medida tem dado novos rumos a estudos em múltiplas áreas do conhecimento, como biomedicina, demografia, inteligência artificial e filosofia.
Em artigo publicado em 2019, autores discutem estudos de caso em áreas como mudanças climáticas, engenharia e robótica. Um desses estudos diz respeito à utilização do tradutor automático do Google. Quando traduz assuntos relativos a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, a ferramenta costuma utilizar padrões masculinos. Algo parecido, mas com sinal inverso, ocorre com algoritmos que produzem, de forma automática, legendas de imagens. Em fotos de homens na cozinha, por exemplo, eles costumam ser identificados como mulheres. A primeira reunião entre especialistas do Google e pesquisadores de Stanford para discutir a questão das traduções enviesadas ocorreu em 2012. Embora tenha assumido o compromisso de resolver o problema naquele mesmo ano, mudanças parciais ocorreram apenas em 2019. “É mais difícil corrigir algo quando a plataforma básica está definida. Daí a importância de se considerar o viés de sexo e gênero desde o início de uma pesquisa.” Para Londa Schiebinger, professora de história da ciência na Universidade Stanford, na Califórnia, Estados Unidos, o equívoco no algoritmo do tradutor do Google pode estar relacionado, entre outros aspectos, ao fato de que nas faculdades de engenharia e computação não são ministradas disciplinas que ensinem os estudantes a considerar análise de gênero em suas investigações.
(Christina Queiroz. O gênero da ciência. https://revistapesquisa.fapesp.br, março de 2020. Adaptado)

O trecho – Embora tenha assumido o compromisso de resolver o problema naquele mesmo ano, mudanças parciais ocorreram apenas em 2019. – pode assim ser reescrito sem prejuízo do sentido e da correção gramatical em:

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