“Zeca era pequeno, tez baça e magríssimo. Nunca vi ninguém mais magro. Magro assim, só quem está nas últimas. Mas o Zeca era magro assim e tinha um porte, uma vivacidade de rapaz com perfeita saúde. Esse contraste era coisa surpreendente”.
Nesse texto, a descrição do personagem Zeca é de base:
A frase em que a troca de posição dos termos sublinhados NÃO provoca mudança de sentido é:
Todos os dias, ao primeiro sol da manhã, mãe e filha sentavam-se na soleira da porta. E deitada a cabeça da filha no colo da mãe, começava esta a catar-lhe piolhos. Os dedos ágeis conheciam sua tarefa. Como se vissem, patrulhavam a cabeleira separando mechas, esquadrinhando entre os fios, expondo o claro azulado do couro. E na alternância ritmada de suas pontas macias, procuravam os minúsculos inimigos, levemente arranhando com as unhas, em carícia de cafuné. Com o rosto metido no escuro pano da saia da mãe, vertidos os cabelos sobre a testa, a filha deixava-se ficar enlanguescida, enquanto a massagem tamborilada daqueles dedos parecia penetrar-lhe a cabeça, e o calor crescente da manhã lhe entrefechava os olhos. Foi talvez devido à modorra que a invadia, entrega prazerosa de quem se submete a outros dedos, que nada percebeu naquela manhã – a não ser, talvez, uma leve pontada – quando a mãe, devassando gulosa o secreto reduto da nuca, segurou seu achado entre polegar e indicador e, puxando-o ao longo do fio negro e lustroso em gesto de vitória, extraiu-lhe o primeiro pensamento.
COLASANTI, Marina. E tinha a cabeça cheia
deles. Contos de amor rasgado. 1986.
Disponível em
É correto afirmar que o texto “E tinha a cabeça cheia deles”:
“O homem é o único animal que não aprende nada sem ser ensinado: não sabe falar, nem caminhar, nem comer, enfim, não sabe fazer nada no estado natural, a não ser chorar.”
Nesse segmento, o vocábulo sublinhado tem a função de
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Um grande passo para a humanidade
Para os meninos de hoje, as viagens do ônibus espacial são rotina e dizem muito pouco, quando não passam desapercebidas, porque não têm mais emoção e se sucedem com frequência, como se fizessem eternamente parte do dia a dia humano.
Mas, quando eu era criança, a conquista do espaço implicava emoções fortes. De repente, Flash Gordon deixava de ser ficção para se materializar nos foguetes russos e americanos que subiam aos céus, levando primeiro cachorros, como a Laica, e depois homens, para dar a volta do planeta em órbitas fantásticas onde aparecíamos aos seus olhos pintados de azuis.
(...)
De repente, ainda que seguindo os passos de um cronograma lógico e rigoroso, estávamos na lua, com tudo de mítico e lúdico que esse voo tinha.
Num dia de julho o homem rompeu a cadeia que o prendia à Terra desde o começo da nossa história; dali para a frente a nova fronteira seria os confins do espaço.
O planeta parou para assistir pela televisão ao pouso do módulo lunar na superfície da lua.
Meu Deus do céu, assistir pela televisão o homem andar na lua!
Não bastava o feito fantástico, a capacidade intelectual e a coragem envolvidas, ainda por cima, nós, míseros mortais espalhados pela superfície do nosso planeta menor, tínhamos a chance de ver, ao vivo, pelas telas das televisões ligadas nos 4 cantos da Terra, a história ser feita, no momento em que a história era feita; na marca maravilhosa gravada para sempre – como um padrão real plantado no cosmos – da pegada da sola da bota de um homem na superfície da lua.
MENDONÇA, Antonio Penteado. Um grande passo para a humanidade. Crônicas da cidade. Disponível em <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/ 10/30/um-grande-passo-para-a-humanidade/>
“Num dia de julho o homem rompeu a cadeia que o prendia à Terra desde o começo da nossa história”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Um grande passo para a humanidade
Para os meninos de hoje, as viagens do ônibus espacial são rotina e dizem muito pouco, quando não passam desapercebidas, porque não têm mais emoção e se sucedem com frequência, como se fizessem eternamente parte do dia a dia humano.
Mas, quando eu era criança, a conquista do espaço implicava emoções fortes. De repente, Flash Gordon deixava de ser ficção para se materializar nos foguetes russos e americanos que subiam aos céus, levando primeiro cachorros, como a Laica, e depois homens, para dar a volta do planeta em órbitas fantásticas onde aparecíamos aos seus olhos pintados de azuis.
(...)
De repente, ainda que seguindo os passos de um cronograma lógico e rigoroso, estávamos na lua, com tudo de mítico e lúdico que esse voo tinha.
Num dia de julho o homem rompeu a cadeia que o prendia à Terra desde o começo da nossa história; dali para a frente a nova fronteira seria os confins do espaço.
O planeta parou para assistir pela televisão ao pouso do módulo lunar na superfície da lua.
Meu Deus do céu, assistir pela televisão o homem andar na lua!
Não bastava o feito fantástico, a capacidade intelectual e a coragem envolvidas, ainda por cima, nós, míseros mortais espalhados pela superfície do nosso planeta menor, tínhamos a chance de ver, ao vivo, pelas telas das televisões ligadas nos 4 cantos da Terra, a história ser feita, no momento em que a história era feita; na marca maravilhosa gravada para sempre – como um padrão real plantado no cosmos – da pegada da sola da bota de um homem na superfície da lua.
MENDONÇA, Antonio Penteado. Um grande passo para a humanidade. Crônicas da cidade. Disponível em <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/ 10/30/um-grande-passo-para-a-humanidade/>
O autor do texto “Um grande passo para a humanidade” apresenta as ideias na forma de:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
Um grande passo para a humanidade
Para os meninos de hoje, as viagens do ônibus espacial são rotina e dizem muito pouco, quando não passam desapercebidas, porque não têm mais emoção e se sucedem com frequência, como se fizessem eternamente parte do dia a dia humano.
Mas, quando eu era criança, a conquista do espaço implicava emoções fortes. De repente, Flash Gordon deixava de ser ficção para se materializar nos foguetes russos e americanos que subiam aos céus, levando primeiro cachorros, como a Laica, e depois homens, para dar a volta do planeta em órbitas fantásticas onde aparecíamos aos seus olhos pintados de azuis.
(...)
De repente, ainda que seguindo os passos de um cronograma lógico e rigoroso, estávamos na lua, com tudo de mítico e lúdico que esse voo tinha.
Num dia de julho o homem rompeu a cadeia que o prendia à Terra desde o começo da nossa história; dali para a frente a nova fronteira seria os confins do espaço.
O planeta parou para assistir pela televisão ao pouso do módulo lunar na superfície da lua.
Meu Deus do céu, assistir pela televisão o homem andar na lua!
Não bastava o feito fantástico, a capacidade intelectual e a coragem envolvidas, ainda por cima, nós, míseros mortais espalhados pela superfície do nosso planeta menor, tínhamos a chance de ver, ao vivo, pelas telas das televisões ligadas nos 4 cantos da Terra, a história ser feita, no momento em que a história era feita; na marca maravilhosa gravada para sempre – como um padrão real plantado no cosmos – da pegada da sola da bota de um homem na superfície da lua.
MENDONÇA, Antonio Penteado. Um grande passo para a humanidade. Crônicas da cidade. Disponível em <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/ 10/30/um-grande-passo-para-a-humanidade/>
No texto “Um grande passo para a humanidade”, o autor demonstra:
“Pour Elise”, de Beethoven, é música onipresente em lições de piano, mas para os moradores de Taiwan, o jingle1 é um chamado à ação, o início de um ritual noturno, um sinal para amarrar as sacolas plásticas e descer: é hora da coleta de lixo.
O caminhão de lixo amarelo e o caminhão de reciclagem branco param na rua, os coletores descem e colocam uma série de latas separadas para papel, plástico, vidro, metal, comida crua (para adubo) e comida cozida (para ração de porcos).
Nos minutos seguintes, a rua desanimada se transforma em algo semelhante a uma festa de bairro à medida que moradores, velhos e jovens, convergem de todas as direções para os caminhões. Eles vêm a pé, de bicicleta e de scooter, com o lixo já separado em sacolas plásticas.
A coleta de lixo varia em todo o mundo, mas nenhum lugar faz como Taiwan. Nas cidades ou vilas rurais, faça chuva ou faça sol, você encontrará pessoas com sacolas na beira da estrada esperando os caminhões de lixo. Alguns passam o tempo olhando para seus celulares. Outros atualizam as fofocas e conversam com os vizinhos. Estão com os ouvidos abertos para os primeiros compassos da música.
Há os tipos antissociais que só querem despejar seu lixo e ir embora, e também moradores de apartamentos de luxo que têm funcionários para realizar a tarefa. Ainda assim, as pessoas dizem que poder ver rostos familiares tem sido uma fonte de satisfação.
Recentemente em Taipei2 , Kusmi, de 52 anos, recebeu de uma amiga um recipiente com espaguete e laranjas. Lin Yu-wen, de 78, ajudou sua vizinha e amiga de longa data, Yu Tzu-tsu, de 91, a jogar fora uma pilha de jornais velhos.
Lin e Yu têm idade para se lembrar dos dias em que as ruas de Taipei ficavam cheias de lixo e os aterros da ilha transbordavam. A situação tornou-se tão insuportável que, a partir da década de 1990, o poder público resolveu agir.
Em Taipei, os moradores foram obrigados a comprar sacos de lixo azuis emitidos pelo governo, criando um imposto sobre o lixo a fim de diminuir a quantidade de resíduos; mais de quatro mil pontos de coleta foram instalados; a maioria das lixeiras públicas foi removida; e multas foram aplicadas. Tudo isso faz parte de uma política de gestão de resíduos segundo a qual “o lixo não pode tocar o chão”. As medidas funcionaram. Em 2017, Taiwan teve uma taxa de reciclagem doméstica de mais de 50%, perdendo apenas para a Alemanha, segundo a empresa de consultoria Eunomia.
O jingle tornou-se definitivamente parte integrante da trilha sonora de Taiwan, visto que atrai uma multidão de forma tão confiável que, quando a cidade de Tainan se atreveu a mudar e transmitir aulas de inglês, ninguém apareceu.
(Amy Qin e Amy Chang Chien. https://www.estadao.com.br/internacional. Tradução de Lívia Bueloni Gonçalves. Acesso em: 26.05.2022. Adaptado)
1. jingle: mensagem publicitária musicada de curta duração 2. Taipei: capital de Taiwan
De acordo com o conteúdo do texto, é correto afirmar que
Ocorre coesão referencial catafórica, por meio de um pronome demonstrativo, no excerto:
O menino de 140 mil anos que pode ser híbrido mais antigo entre Homo sapiens e neandertais
Uma descoberta revolucionária para a compreensão da evolução da nossa espécie e dos rituais humanos modernos.
É assim que um grupo de cientistas, em um estudo publicado em julho pela revista científica L'Anthropologie, define o crânio de uma criança que viveu 140 mil anos atrás, encontrado há quase um século em uma das cavernas do Monte Carmelo, no noroeste de Israel. O local é considerado o mais antigo cemitério conhecido.
A criança tinha três a cinco anos de idade. Ela teria sido enterrada intencionalmente naquela região do Levante, o corredor biogeográfico onde se misturaram fluxos genéticos de linhagens nativas e outros grupos provenientes da África e da Eurásia, durante o Pleistoceno Médio.
O crânio recebeu o nome de Skhul 1º porque foi o primeiro fóssil encontrado pela arqueóloga britânica Dorothy Garrod (1892-1968) e pelo antropólogo físico americano Theodore McCown (1908-1969), que exploraram a região em 1931.
Segundo esta nova pesquisa, sua morfologia seria a evidência mais antiga conhecida da miscigenação entre o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens.
É bem documentado que as duas espécies se misturaram e que nós, seres humanos modernos, temos uma herança genética neandertal entre 1% e 5%. Mas a época em que viveu Skhull 1º faz toda a diferença.
"O que dizemos agora, na verdade, é revolucionário", explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o paleoantropólogo israelense Israël Hershkovitz, professor do Departamento de Anatomia e Antropologia da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que liderou a pesquisa.
"Nós demonstramos que o primeiro encontro entre os neandertais e o Homo sapiens não ocorreu há cerca de 50 mil anos, como se imaginava, mas sim pelo menos cerca de 100 mil anos antes, há 140 mil anos, o que é extremamente significativo."
Mas nem todos os cientistas estão de acordo com esta conclusão.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy404ezqlg7o fragmento
De acordo com o texto, o crânio conhecido como Skh?l 1°, encontrado no Monte Carmelo, em Israel, tem grande relevância científica porque: