Considere o seguinte excerto:
“E um dia bem distante a mim tu voltarás.”
Na sentença dada, a palavra ‘bem’ funciona como advérbio, modificando diretamente:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 03.
(In)diferença
Aprendi há pouco que não devo ignorar completamente o que dizem sobre minha pessoa. Seja agradável ou não o que ouço, é recomendável dispor de pelo menos alguns minutinhos para reflexão. E resolvi me observar por uns dias para saber em que e em quais situações posso ser indiferente. As conclusões são mesmo conclusivas, se me permite o pleonasmo. Até porque se trata de posicionamento relativo diante de circunstâncias que podem se apresentar de formas diversas.
Não sou indiferente a preconceitos, por exemplo. Odeio todos, de todos os tipos, inclusive os que ainda se agarram a mim e dos quais ainda – disse ainda, de novo – não consegui me libertar. Posso ser indiferente a racistas, pois não merecem minha atenção, a menos que necessitem de um passa-fora, tipo peteleco que se dá em inseto incômodo, em casos menos significativos – piadinhas sem graça –, ou uma denúncia em alto e bom som quando a ofensa é gravíssima.
Sou permanentemente intolerante com a intolerância. Não sou indiferente à falta de educação. Seja no trânsito, em restaurantes, supermercados, filas. Tenho horror a quem joga lixo no chão e fala exageradamente alto em qualquer lugar.
Não sou indiferente à crueldade cometida diariamente contra animais indefesos, vítimas de crimes cometidos pelos próprios guardiões. Não sou indiferente ao sofrimento imposto aos touros em rodeios. Não sou indiferente aos cães abandonados por seus donos por motivos vários. (...)
Não sou indiferente à mentira, à omissão, à injustiça. Não sou indiferente à ignorância imposta por uma educação capenga.
Prefiro ser indiferente aos arrogantes e prepotentes. Sou impaciente com a deselegância dos que pensam ser os donos do mundo, da situação ou da verdade. Aos que se autodenominam sábios e não têm ideia do que dizem, pois os sábios não se dizem sábios. A esses, viro as costas solenemente, com toda a indiferença que consigo reunir. (...)
DAMACENO, Giovana. (In)diferença. Revista
Benfazeja. Disponível em <https://www.avl.org.br/uploads/b889aa7f77e52e3a
5e8c0e9f930aa329indiferenca_gd.pdf>
“Tenho horror a quem joga lixo no chão e fala exageradamente alto em qualquer lugar.” O termo destacado no trecho acima apresenta função:
Nas frases abaixo foram feitas substituições de termos de valor adverbial por advérbios equivalentes; a frase em que essa substituição foi adequadamente realizada é:
Assinale a alternativa em que a frase dita pela personagem foi reescrita, acrescentando-se circunstância adverbial de modo.
Considerando que a expressão destacada em – Olham
o mundo com frescor. (2º parágrafo) – significa olhar o
mundo com vivacidade, com confiança, de maneira aprazível, assinale a alternativa que apresenta, por meio de
um advérbio, o sentido contrário da expressão.
Na frase – A instrução, porém, ainda é terrivelmente falha.–, os advérbios destacados expressam, respectivamente, circunstâncias de
Na frase do quinto parágrafo – Tal receptividade decerto
não elimina... –, o advérbio destacado estabelece relação
de sentido de
No último quadrinho, o advérbio “mesmo” na fala do
menino expressa circunstância de

Acerca das ideias, dos sentidos e das propriedades linguísticas do texto anterior, julgue os itens a seguir.
A substituição de “a que” (R.5) por onde manteria a correção gramatical e os sentidos originais do texto.
Khruschov anunciou que não tomaria parte na disputa para chegar à Lua, mas seu país continuava na frente. Os russos enviaram a primeira mulher ao espaço – Valentina Tereshkova – e conseguiram que um de seus astronautas saísse da nave e passeasse no cosmos. Além disso, apenas um astronauta soviético perdeu a vida durante a primeira década de viagens espaciais. Para milhões de pessoas, a corrida espacial tornava-se fascinante quando tinha como destino pontos familiares do céu. O planeta Marte foi um dos primeiros. Com um décimo da massa da Terra, Marte supostamente abrigava organismos vivos. Foi Giovanni Schiaparelli, em seu observatório nos arredores de Milão, quem examinou Marte em 5 de setembro de 1877, dia em que o planeta estava próximo da Terra e a atmosfera sobre aquela cidade industrial estava limpa. Focalizando o distante astro com seu telescópio, acreditou ter avistado o contorno de 41 longos canais ou leitos de rio. Se fossem canais, argumentou, deveriam ser “obras de seres inteligentes”. A tão aguardada
oportunidade de inspecionar os misteriosos canais chegou em 1965, quando uma nave norte-americana não tripulada, a Mariner 4, voou perto de Marte. Seus instrumentos não detectaram sinal de vida. Tal resultado foi confirmado onze anos mais tarde, quando dois robôs desceram, até a superfície do planeta. Milhares de fotografias e outras imagens transmitidas para a Terra revelaram um terreno frio e avermelhado, coberto de pedras e assolado por fortes ventos. Os preparativos para o pouso na Lua continuaram à custa de muito dinheiro. Por fim, em 16 de julho de 1969, na Flórida, um grande foguete, o Saturno V, foi lançado, levando uma espaçonave tripulada por três norte-americanos. Cinco dias mais tarde, Neil Armstrong pisou na superfície da Lua, tendo seus vagarosos passos observados por milhões de pessoas pela televisão. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 220).
A palavra “supostamente”, utilizada pelo autor
na linha 14 do texto, é considerada um
advérbio de: