A escola, em sua essência, é um lugar de aprendizado, um espaço onde os alunos são desafiados a superar seus limites е a desenvolver suas capacidades. Ao priorizar as dificuldades em detrimento das conquistas, corremos o risco de criar uma geração de jovens que esperam ser aprovados por pena, e não por
mérito. A vida, por mais injusta que possa parecer, não funciona assim. No mercado de trabalho, por exemplo, não haverá um conselho de classe para avaliar nossas "adversidades existenciais". A única coisa que valerá será nossa capacidade de entregar resultados.
É como se estivéssemos ensinando aos nossos alunos que o sucesso é algo que se conquista sem esforço, que basta ter uma boa história para ser recompensado. Mas a vida não é um conto de fadas, e o sucesso é fruto de dedicação, persistência e, sim, de um pouco de suor.
Certa vez, ouvi um colega de trabalho dizer que a escola deveria ser um refúgio, um lugar onde os alunos pudessem se sentir acolhidos e compreendidos. Concordo plenamente. No entanto, a escola também deve
ser um espaço de crescimento e desenvolvimento. É preciso encontrar um equilíbrio entre a compaixão e a exigência, entre o acolhimento e a cobrança.
A nota, por si só, não define o valor de uma pessoa. Mas ela é um indicador importante do nosso desempenho e do nosso empenho. Ao desvalorizar a nota, corremos o risco de desvalorizar o próprio processo de aprendizagem. Afinal, o conhecimento é a ferramenta mais poderosa que temos para transformar nossas vidas e o mundo ao nosso redor. (...)
PHERREIRA, Kllawdessy. A nota que a vida escreve. Recanto das Letras. Disponível em <https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/8213331>
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