Questões de Português sobre Compreensão e Interpretação de Texto

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As tempestades sempre passam As tempestades vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoram mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.
As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.
As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia, é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, eéo momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.
Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.
A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fôssemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento. (...)
MENDONÇA, Antônio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da cidade. Disponível em <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-sempre-passam/>

O texto “As tempestades sempre passam” aborda:

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“Argumentar com uma criança é bom desde que você compreenda os argumentos dela sem destruir os seus”.

O conector sublinhado pode ser adequadamente substituído por

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Minha tia era meu algoritmo de recomendação: a virada de plataforma do livro

Quando eu era criança, boa parte dos meus livros vinha da minha Tia Lenir. Ela vendia Tupperware e bijuteria, e passava nas casas dos parentes com a sacola cheia. No meio das vasilhas e dos brincos, vinham coleções e enciclopédias, aqueles volumes de curiosidades de antigamente. Foi numa coleção dela que aprendi, ainda criança, quase tudo o que eu sabia sobre o espaço. E foi de um livro dela que li A volta ao mundo em 80 dias.
Não creio que a Tia Lenir tivesse faro para livros. Ela vendia potes e brincos, e o livro entrava junto, quase de carona. Ainda assim, funcionou como curadoria. Alguém colocou na minha mão as coleções que me formaram, antes de eu saber que existia um mundo de livros para escolher. (...)
Ela não tỉnha catálogo de 200 mil títulos nem agente de IA. Não tinha nem faro para livros, para ser honesto. O que me formou foi meio o acaso. A coleção certa, na sacola certa, na mão de alguém que passava para vender vasilha.
É aqui que eu me obrigo a ser justo com o algoritmo. A gente torce o nariz para a curadoria da máquina, como se a recomendação humana fosse sempre nobre e a da máquina sempre suspeita. A tensão existe, já falei dela. Mas a curadoria humana também é, muitas vezes, pura coincidência. Um parente que aparece com a sacola, um professor que gostava de certo autor, um vendedor que bateu na porta na hora certa. O algoritmo é coincidência em escala. E às vezes ele acerta o livro que vira a chave de uma criança.
A virada de plataforma não encerra a figura da Tia Lenir. Ela pede que a gente a reinvente, com uma diferença. Agora dá para escolher, de propósito, ser a boa coincidência na vida do leitor. A tecnologia é a ponte, não о destino.
Minha pergunta para você, do outro lado da cadeia, é simples. Diante de um leitor que hoje tem acesso a tudo e tempo para quase nada, você quer ser mais um item no catálogo do algoritmo, ou quer ser a curadoria em que ele confia?
TAVARES, José Fernando. Minha tira era meu algoritmo de recomendação: a virada de plataforma do livro. Publishnews. Disponível em <https://www.publishnews.com.br/materias/2026/07/10/minha-tia-era-meu-algoritmo-de-recomendacao.-avirada-de-plataforma-do-livro>.

Assinale a alternativa cuja ideia se encontra no texto “Minha tia era meu algoritmo de recomendação: a virada de plataforma do livro”.

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No mundo em que cada vez mais se mesclam as linguagens na constituição dos discursos, a leitura de infográficos em sala de aula é uma tarefa relevante para a formação do leitor. Dos alunos, espera-se que identifiquem nas informações do infográfico apresentado que

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A compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimento prévio: o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe, o conhecimento adquirido ao longo de sua vida.

(Kleiman: 1993)

Com base em Kleiman e nas informações presentes no texto verbal e não verbal da charge, o conhecimento prévio do leitor permite que ele conclua corretamente que
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À vista do questionamento feito por Helga a Hagar, no primeiro quadrinho, é correto concluir que a pergunta feita pelo personagem, no último quadrinho,

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Os mortos

Esse dia que ainda se reserva aos Finados é quase desnecessário em seu simbolismo, porque os moços não reparam nele, e os maduros e os velhos têm já formado o seu sentimento da morte e dos mortos. Esta é uma conquista do tempo, e prescinde de comemorações para se consolidar. Basta o exercício de viver, para nos desprender capciosamente da vida, ou, pelo menos, para entrelaçá-la de tal jeito com a morte que passamos a sentir essa última como forma daquela, e forma talvez mais apurada, à maneira de uma gravura que só se completa depois de provas sucessivas. Falo em gravura, e vejo à minha frente um desses originais de Goeldi*, em que o esplendor noturno é raiado de vermelho ou verde, numa condensação de treva tão intensa e compacta que não se sabe como a penetra esse facho de luz deslumbrante, coexistindo daí por diante numa espécie de casamento sinistro, à primeira impressão. Não, não é sinistro. Posso informar pessoalmente que a imbricação da ideia de morte na ideia de vida não é arrasadora para o homem, senão que constitui uma das sínteses morais a que o tempo nos conduz, como parte da experiência individual.
Os que eram do mesmo sangue, os amigos e companheiros que ainda há pouco sorriam a nosso lado ou mesmo nos impacientavam lá de vez em quando (mas era tão bom que nos impacientassem, agora que nem isso recebemos deles), onde estão, onde estão? Voltamo-nos para fora de nós e não os recuperamos; mas se nos aprofundarmos um pouco, vamos encontrá-los fundidos em nosso conhecimento das coisas, incorporados à nossa maneira de andar, comer e dormir; intatos, mesmo sob a camada de esquecimento em que outra vez os sepultamos, porque, contraditoriamente, eles não se deixaram ficar esquecidos, e brincam de se fazer lembrados nas horas mais imprevistas.
(Carlos Drummond de Andrade, Fala, amendoeira)

* Oswaldo Goeldi, ilustrador, gravurista, desenhista brasileiro.

Esta é uma conquista do tempo, e prescinde de comemorações para se consolidar. Basta o exercício de viver, para nos desprender capciosamente da vida, ou, pelo menos, para entrelaçá-la de tal jeito com a morte que passamos a sentir essa última como forma daquela, e forma talvez mais apurada, à maneira de uma gravura que só se completa depois de provas sucessivas.

A afirmação – Esta é uma conquista do tempo, e prescinde de comemorações para se consolidar. – é uma referência

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Os mortos

Esse dia que ainda se reserva aos Finados é quase desnecessário em seu simbolismo, porque os moços não reparam nele, e os maduros e os velhos têm já formado o seu sentimento da morte e dos mortos. Esta é uma conquista do tempo, e prescinde de comemorações para se consolidar. Basta o exercício de viver, para nos desprender capciosamente da vida, ou, pelo menos, para entrelaçá-la de tal jeito com a morte que passamos a sentir essa última como forma daquela, e forma talvez mais apurada, à maneira de uma gravura que só se completa depois de provas sucessivas. Falo em gravura, e vejo à minha frente um desses originais de Goeldi*, em que o esplendor noturno é raiado de vermelho ou verde, numa condensação de treva tão intensa e compacta que não se sabe como a penetra esse facho de luz deslumbrante, coexistindo daí por diante numa espécie de casamento sinistro, à primeira impressão. Não, não é sinistro. Posso informar pessoalmente que a imbricação da ideia de morte na ideia de vida não é arrasadora para o homem, senão que constitui uma das sínteses morais a que o tempo nos conduz, como parte da experiência individual.
Os que eram do mesmo sangue, os amigos e companheiros que ainda há pouco sorriam a nosso lado ou mesmo nos impacientavam lá de vez em quando (mas era tão bom que nos impacientassem, agora que nem isso recebemos deles), onde estão, onde estão? Voltamo-nos para fora de nós e não os recuperamos; mas se nos aprofundarmos um pouco, vamos encontrá-los fundidos em nosso conhecimento das coisas, incorporados à nossa maneira de andar, comer e dormir; intatos, mesmo sob a camada de esquecimento em que outra vez os sepultamos, porque, contraditoriamente, eles não se deixaram ficar esquecidos, e brincam de se fazer lembrados nas horas mais imprevistas.
(Carlos Drummond de Andrade, Fala, amendoeira)

* Oswaldo Goeldi, ilustrador, gravurista, desenhista brasileiro.

A referência do narrador a uma obra de Goeldi (no primeiro parágrafo) consiste em estratégia para

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Os mortos

Esse dia que ainda se reserva aos Finados é quase desnecessário em seu simbolismo, porque os moços não reparam nele, e os maduros e os velhos têm já formado o seu sentimento da morte e dos mortos. Esta é uma conquista do tempo, e prescinde de comemorações para se consolidar. Basta o exercício de viver, para nos desprender capciosamente da vida, ou, pelo menos, para entrelaçá-la de tal jeito com a morte que passamos a sentir essa última como forma daquela, e forma talvez mais apurada, à maneira de uma gravura que só se completa depois de provas sucessivas. Falo em gravura, e vejo à minha frente um desses originais de Goeldi*, em que o esplendor noturno é raiado de vermelho ou verde, numa condensação de treva tão intensa e compacta que não se sabe como a penetra esse facho de luz deslumbrante, coexistindo daí por diante numa espécie de casamento sinistro, à primeira impressão. Não, não é sinistro. Posso informar pessoalmente que a imbricação da ideia de morte na ideia de vida não é arrasadora para o homem, senão que constitui uma das sínteses morais a que o tempo nos conduz, como parte da experiência individual.
Os que eram do mesmo sangue, os amigos e companheiros que ainda há pouco sorriam a nosso lado ou mesmo nos impacientavam lá de vez em quando (mas era tão bom que nos impacientassem, agora que nem isso recebemos deles), onde estão, onde estão? Voltamo-nos para fora de nós e não os recuperamos; mas se nos aprofundarmos um pouco, vamos encontrá-los fundidos em nosso conhecimento das coisas, incorporados à nossa maneira de andar, comer e dormir; intatos, mesmo sob a camada de esquecimento em que outra vez os sepultamos, porque, contraditoriamente, eles não se deixaram ficar esquecidos, e brincam de se fazer lembrados nas horas mais imprevistas.
(Carlos Drummond de Andrade, Fala, amendoeira)

* Oswaldo Goeldi, ilustrador, gravurista, desenhista brasileiro.

É correto afirmar que, do ponto de vista do narrador, as ideias de vida e morte

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O mel e o fim das abelhas

Dizem os cientistas que as abelhas serão exterminadas. Uma política agrícola irresponsável, de uso intensivo de pesticidas e transgênicos, será causadora do fim dos insetos que fazem a polinização de 90% das flores e sementes.
A humanidade depende das abelhas para a agricultura, e a situação começa a ficar bem feia quando o governo estadunidense inclui sete espécies deste inseto na lista de animais em extinção. Já no Reino Unido, o número de abelhas corresponde a apenas 25% do necessário para dar conta da polinização de vegetais e plantas. Um episódio de uma série de ficção científica bem conhecida, Black Mirror, tratou do problema da extinção das abelhas de maneira aterrorizante no episódio “Odiados pela Nação”.
A relação simbiótica das abelhas com os humanos começa ainda na pré-história, quando os homens caçavam e coletavam frutos, flores, sementes, ovos e mel na natureza. O mel foi um dos primeiros alimentos doces já provados pelo homem e aparece em diversos relatos bíblicos. Junto com o trigo (e o pão), as oliveiras (e o azeite) e o vinho, o mel faz parte da base da civilização cristā ocidental. (...)
Muitas vezes, o mel e as abelhas foram usados como metáforas para comportamentos humanos. Cedo se descobriu que as colmeias tinham uma rainha, e a metáfora da colmeia serviu para justificar o poder de diversas monarquias europeias. A ideia era que, se na natureza encontramos abelhas servindo uma rainha na colmeia, os homens deveriam fazer o mesmo. O trabalho coletivo das abelhas nas colmeias também serviu para diversas imagens e figuras de linguagem de movimentos sociais e socialistas em muitos lugares. A ideia do trabalho para coletividade era o que atraía os artistas para essa metáfora.
Colmeias e abelhas têm convivido com os homens desde tempos pré-históricos. Quando se destroem as colmeias e se matam as abelhas, os homens dão os primeiros passos para destruírem a própria história.
MONTELEONE, Joana. Brasil de fato. Disponível em: <https://www.brasildefato.com.br/colunista/joanamonteleone/2019/09/20/o-mel-e-o-fim-das-abelhas/>.

Em relação ao texto “O mel e o fim das abelhas”, é correto afirmar que ele:

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Caçando discos-voadores

Certa vez meus pais chegaram de viagem estupefatos. Era uma agradável noite de sexta, em pleno verão, e eles vinham da capital - um trajeto de duas horas e meia, no máximo, que eles faziam cerca de uma vez por mês. No carro ainda estavam minha irmã, meu tio e uma vizinha, então todos foram testemunhas. Era normal chegarem cansados, porém comentando animadamente algo de "extraordinário" que ocorrera em sua rápida visita à cidade grande. Qualquer coisa podia ser motivo de espanto para pacatos moradores de uma cidadezinha do interior. Porém, daquela vez, era algo realmente grande: minha família relatava, com toda a seriedade, ter presenciado a aparição de um óvni.
Eu quis saber todos os detalhes, é claro, e foi incrível poder ouvir as diferentes versões de todos os passageiros. Em resumo, o que ouvi foi que já no terço final da viagem, pouco depois de anoitecer, minha irmã, no banco de trás do carro, notou pela janela uma luz no céu e brincou, dizendo estar vendo um discovoador. (...)
Excitados com o testemunho e sentindo o meu desapontamento por não ter presenciado, meus pais decidiram, na noite seguinte, me levar até o local do avistamento. Rumamos sem tirar os olhos do céu, que estava apinhado de estrelas, e paramos em um campo próximo à rodovia, debaixo de araucárias, aguardando novo espetáculo.
Ficamos lá por mais de uma hora, meio temerosos do que podia ocorrer, conversando sobre aquele que era um dos maiores mistérios do universo. (...)
Se veremos, algum dia, algo realmente espantoso? Tenho certeza que sim. Até lá, sempre teremos esses encontros incríveis, olhando o céu noturno, conversando sobre o cosmo e o sentido da vida, nos sentindo pequeninos diante de algo tão imenso e maravilhoso, eternamente renovando a nossa infinita capacidade de assombro.
RIESEMBERG, L. F. Caçando discos-voadores. Contos fantásticos. Disponível em <https://www.riesemberg.com/2024/04/cacando-discosvoadores-lfriesemberg.html?m=1>.

Quem é o narrador do texto “Caçando discos-voadores”?

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Caçando discos-voadores

Certa vez meus pais chegaram de viagem estupefatos. Era uma agradável noite de sexta, em pleno verão, e eles vinham da capital - um trajeto de duas horas e meia, no máximo, que eles faziam cerca de uma vez por mês. No carro ainda estavam minha irmã, meu tio e uma vizinha, então todos foram testemunhas. Era normal chegarem cansados, porém comentando animadamente algo de "extraordinário" que ocorrera em sua rápida visita à cidade grande. Qualquer coisa podia ser motivo de espanto para pacatos moradores de uma cidadezinha do interior. Porém, daquela vez, era algo realmente grande: minha família relatava, com toda a seriedade, ter presenciado a aparição de um óvni.
Eu quis saber todos os detalhes, é claro, e foi incrível poder ouvir as diferentes versões de todos os passageiros. Em resumo, o que ouvi foi que já no terço final da viagem, pouco depois de anoitecer, minha irmã, no banco de trás do carro, notou pela janela uma luz no céu e brincou, dizendo estar vendo um discovoador. (...)
Excitados com o testemunho e sentindo o meu desapontamento por não ter presenciado, meus pais decidiram, na noite seguinte, me levar até o local do avistamento. Rumamos sem tirar os olhos do céu, que estava apinhado de estrelas, e paramos em um campo próximo à rodovia, debaixo de araucárias, aguardando novo espetáculo.
Ficamos lá por mais de uma hora, meio temerosos do que podia ocorrer, conversando sobre aquele que era um dos maiores mistérios do universo. (...)
Se veremos, algum dia, algo realmente espantoso? Tenho certeza que sim. Até lá, sempre teremos esses encontros incríveis, olhando o céu noturno, conversando sobre o cosmo e o sentido da vida, nos sentindo pequeninos diante de algo tão imenso e maravilhoso, eternamente renovando a nossa infinita capacidade de assombro.
RIESEMBERG, L. F. Caçando discos-voadores. Contos fantásticos. Disponível em <https://www.riesemberg.com/2024/04/cacando-discosvoadores-lfriesemberg.html?m=1>.

Em relação ao texto “Caçando discos-voadores”, é correto afirmar que a família:

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No primeiro quadrinho da tirinha acima, a expressão “pegar no pé” pode ser entendida como:

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O estômago e os pés

O corpo estava em guerra, já que o estômago e os pés discutiam para saber qual deles era o mais importante. Os pés tinham certeza da sua superioridade, já que eram eles que faziam com que o corpo todo se movesse.
Então, o estômago respondeu: “Se não fosse o meu trabalho, garantindo os alimentos que nos sustentam, vocês não conseguiriam ir a lugar nenhum”.
Moral: aqueles que cumprem as ordens são muito importantes, mas os que sabem liderar são essenciais.
ESOPO. O estômago e os pés. Cultura genial. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/fabulas-pequenascom-moral-e-interpretacao/>.

É correto afirmar que, no texto “O estômago e o pés”:

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No panteão dos vilões mais icônicos da literatura fantástica contemporânea, poucos personagens despertam tanto fascínio e repulsa quanto Bellatrix Lestrange, a mais devota e perigosa Comensal da Morte do universo de Harry Potter. Nascida Bellatrix Black, em uma das famílias mais antigas e tradicionais da pureza sanguínea, ela personifica a decadência moral da aristocracia bruxa, trocando o prestígio ancestral por uma devoção cega e doentia a Lord Voldemort, a quem servia como uma sacerdotisa em um culto macabro. Diferentemente de outros seguidores movidos pelo medo ou pela ambição, Bellatrix amava a causa das trevas com uma paixão arrebatadora e quase erótica, encontrando na crueldade e na tortura não apenas um dever, mas uma forma suprema de prazer, como demonstrou ao aplicar a Maldição Cruciatus em Frank e Alice Longbottom até que ambos perdessem a sanidade. Sua risada estridente, seus olhos esbugalhados de fanatismo e sua varinha desferindo feitiços assassinos com uma elegância sádica tornaram-na uma força da natureza caótica e destrutiva, cuja lealdade a Voldemort – ao contrário de muitos – jamais vacilou, nem mesmo diante dos longos anos de aprisionamento em Azkaban, onde os dementadores apenas reforçaram sua insanidade em vez de quebrar seu espírito.
O ápice de sua trajetória sombria, no entanto, revela não apenas sua ferocidade, mas também as trágicas contradições que a definiam como personagem – uma mulher capaz de matar o próprio primo, Sirius Black, com um feitiço que o lançou para além do Véu da Morte, e de guardar a taça de Helga Hufflepuff no cofre de seu banco com a precisão de uma estrategista, enquanto exalava o desprezo mais profundo por qualquer ser que não ostentasse sangue puro. A Batalha de Hogwarts, onde finalmente encontrou seu fim, foi o palco de sua última e mais memorável performance: confrontada por Molly Weasley, a mãe amorosa que ela desprezava, Bellatrix subestimou o poder do amor e da proteção materna – forças que, ironicamente, sempre foram a antítese de sua existência – e tombou sob o feitiço que a transformou em pó, encerrando a vida de uma bruxa cujo legado é o exemplo mais assustador de como a ideologia pode corromper a alma humana. Mais do que uma simples antagonista, Bellatrix Lestrange permanece como um espelho distorcido do que há de mais sombrio na natureza humana: a renúncia total à própria identidade em nome de uma causa que promete poder, mas entrega apenas aniquilação. Sua história inquieta porque nos força a encarar a inquietante verdade de que os maiores monstros não são aqueles que agem por maldade pura, mas aqueles que, por amor a uma ideia, transformam o amor em ódio e a vida em instrumento da morte.

O tópico discursivo central que orienta a construção do texto como um todo é:

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A BNCC prioriza o foco da função social e política da língua inglesa e, nesse sentido, passa a tratá-la em seu status de língua franca. Nessa perspectiva, são acolhidos e legitimados os usos que dela fazem falantes espalhados no mundo inteiro, com diferentes repertórios linguísticos e culturais, o que possibilita, por exemplo, questionar a visão de que o único inglês “correto” – e a ser ensinado – é aquele falado por estadunidenses ou britânicos. Mais ainda, o tratamento do inglês como língua franca o desvincula da noção de pertencimento a um determinado território e, consequentemente, a culturas típicas de comunidades específicas, legitimando os usos da língua inglesa em seus contextos locais. Esse entendimento favorece uma educação linguística voltada para a interculturalidade.
(BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. 2019. Adaptado)

Em uma entrevista, o linguista Kanavilil Rajagopalan afirma que “A língua inglesa, já há um bom tempo, deixou de ser propriedade desse ou daquele país. Em sua condição de língua internacional, a língua falada hoje por quase um terço dos seres humanos do planeta, não faz o menor sentido falarmos em falantes nativos. Essa língua, esse “fenômeno linguístico”, na verdade pertence a todos que dela fazem algum uso no seu dia a dia, por mais restrito que ele seja (como ouvir música ou ler manuais de instrução). Como professores de inglês, é nosso dever preparar nossos alunos para serem cidadãos do mundo novo que se descortina diante de nossos olhos. Para atuar nesse admirável mundo novo, os nossos alunos têm de aprender a lidar com todas as formas de inglês.”
(RAJAGOPALAN, K. O inglês como língua internacional na prática docente. In: LIMA, D.C. (Org.). Ensino e aprendizagem. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. pp. 39; 41; 45. Adaptado)

Entende-se, a partir dos dois excertos, que o professor de inglês em escolas brasileiras deva

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Leia os dois excertos a seguir:

No atual cenário escolar, é possível observar que as TIC são introduzidas nas salas de aula como recursos que facilitam o processo de ensino e aprendizagem das diferentes disciplinas, bem como favorecem a obtenção do conhecimento em uma língua estrangeira, como é o caso da língua inglesa (Magalhães; Machado; Silva, 2015). Deste modo, o grande desafio dos professores de línguas estrangeiras do século XXI implica saber usufruir dessas ferramentas para potencializar o desenvolvimento, em seus alunos, das competências e habilidades em um segundo idioma.

(NASCIMENTO, H. C. M. Tecnologias de informação e comunicação como ferramentas facilitadoras do processo de ensino e aprendizagem da Língua Inglesa. Revista Educação Pública, v. 21, no 15, 2021)

The digital revolution is far more significant than potential for humans to learn new ways of thinking and organizing social structures.
(DEMA, O., MOELLER, A. K. Teaching culture in the 21st century language classroom. SILDUS, T. (ed.). Touch the World: Selected Papers from the 2012 Central States Conference on the Teaching of Foreign Languages. Eau Claire: Crown Prints)

Os dois excertos destacam a relevância, nos tempos atuais, do desenvolvimento
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In the Star Trek universe, the audience occasionally gets a glimpse inside schools on the planet Vulcan. Young children stand alone in “capsules” surrounded by 360-degree digital screens. Adults walk around but do not talk to the students. Instead, each child interacts only with a sophisticated artificial intelligence (AI). Although this is not the reality in today’s classrooms on Earth, there are people for whom a vision of personalized learning conducted by artificial intelligence has considerable appeal.
Individualized learning has its place. But decades of educational research also demonstrate that learning is essentially a social endeavor. Classrooms that privilege personalized AI chatbots overlook that fact.
Generative AI is quickly coming to classrooms. If decades ago educators worldwide promoted the benefits of “One Laptop per Child”, today we may be approaching the model “one chatbot per child.” What does educational research tell us about what this model could mean for children’s learning and well-being?
During much of the 20th century, learning was understood as mainly as a matter of individual cognition. A misconception, if compared to today’s comprehension of what learning involves. Scientists now understand that apparently individual processes – such as building new knowledge – are actually social interactions with the world around us. In classrooms, this suggests that opportunities for daily personal interaction can strongly support brain health and academic learning.
Therefore, it is important to understand generative AI’s real-life impact on students.
For example: How does it feel to learn from a chatbot, day after day? How will long-term use of AI affect children’s mental health? How does AI use affect children’s relationships with each other and with their teachers? What kinds of relationships might children form with the chatbots themselves? More broadly, we could also ask: What do we, as a society, actually want children to learn?
Good teaching and learning blends social and individual processes. I see the beneficial application of any new technology in the classroom – AI or otherwise – as a way to build upon the social fabric of human learning. My concern about personalized AI tutors is how they might displace already infrequent opportunities for social interaction, further isolating children in classrooms.
(Niral Shah. www.converstion.com, 15.12.2025. Adaptado

Compare os conteúdos do texto e da charge a seguir:
A imagem e as palavras na charge retratam a hipótese receada pelo autor do texto, qual seja,

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O conteúdo da fala do terceiro quadrinho está expresso corretamente em:

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Texto associado
Pechada
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
− Aí, Gaúcho!
− Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português.
− Mas o Gaúcho fala “tu”! − disse o Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
− E fala certo − disse a professora. − Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos.
O Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
− O pai atravessou a sinaleira e pechou.
− O quê?
− O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
− O que foi que ele disse, tia? − quis saber o Jorge.
− Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
− E o que é isso?
− Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
− Nós vinha...
− Nós vínhamos.
− Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o Jorge rindo daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
− Aí, Pechada!
− Fala, Pechada!
(VERÍSSIMO, Luis Fernando. “Pechada”. Revista Nova Escola. São Paulo, maio/2001. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ fundamental-1/pechada-634220.shtml)

De acordo com o texto, a professora conteve o sorriso diante da informação de que o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara, porque

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