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O tempo

Há quem diga que não se pode brincar com o tempo, que ele é a solução de todas as coisas. Então é só olhar para o relógio e analisar os ponteiros; sempre em sentido horário, eles nos dão a resposta de sempre, que é tida como uma ordem, que é o seguir em frente. A cada avanço do ponteiro, é como se fosse para completar um ciclo e logo iniciar outro, seguir em frente!

Por mais que desejemos que um único segundo nessa vida mudasse contra a sua forma natural, não saberíamos como agir ou reagir, iríamos querer alterar algumas atitudes, muitas vezes feitas por relances e mal pensadas. Mas isso não está ao alcance dos nossos modestos desejos, ou simplesmente da grande revolta do trabalho contínuo dos ponteiros.

O tempo passa rápido demais, até despercebido. Por isso cada atitude deve ser sempre analisada com todos os seus prós e contras; um minuto perdido é muito tempo quando se trata de uma vida, que não se tem tempo definido para obter um fim.

O relógio cumpre apenas o seu papel: de marcar o tempo. O que foi e que não voltará mais e o que virá, no amanhã. Mostra o que perdemos de fazer naquele exato momento e que talvez não tenha tempo suficiente para possuir uma nova oportunidade, é como um abraço e um adeus. É a marca do esquecimento e da lembrança perfeita, é a combinação de emoções e atitudes. Por isso não podemos perder para esse relógio vital. Seguir é o rumo e desistir é o verbo que será inexistente quando o seu sonho for a coisa mais importante para o seu hoje e o amanhã, coisas que nem o tempo irá apagar e nem a memória irá esquecer!

ROCHA, Andressa Francielli. O tempo. Folha de Londrina. DisponÌvel em <https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/cronica---o-tempo-854738.html?d=1>.

Em relação ao texto “O tempo”, é correto afirmar que a autora:

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Texto associado
Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância do ato de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo- -a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do objeto não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.
(Paulo Freire, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam, 1988)

Conforme a explicação de Paulo Freire, conclui-se corretamente que ele concebe a análise da língua e a prática de leitura como

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A cigarra e a formiga

A cigarra, tendo cantado todo o verão, viu-se completamente sem provisões quando o inverno chegou. Não tinha nenhum pedacinho de inseto ou de larva. Foi então queixar-se da falta de alimentos na casa da formiga, sua vizinha, pedindo-lhe que lhe emprestasse alguns grãos para subsistir até a primavera.
– Palavra de animal, eu lhe pagarei juros e principal, antes da próxima colheita.
A formiga não empresta nada. Este é seu menor defeito.
– Que é que você fazia no verão, diz ela à que deseja tomar emprestado.
– Não se aborreça, todos os dias e noites eu cantava.
– Estou muito bem. Você cantava; pois bem; agora dance.
(Fábula de La Fontaine, extraída de José Luiz Fiorin, Elementos de análise do discurso, 1990)

De acordo com José Luiz Fiorin, na fase de manipulação no nível narrativo, “um sujeito age sobre outro para levá- -lo a querer e/ou dever fazer alguma coisa”. Na fábula de La Fontaine, a manipulação feita pela cigarra ocorre por meio de

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De acordo com Angela Kleiman (Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura, 2004), a modalização no texto corresponde a “expressões que indicam o grau de comprometimento do autor com a verdade, ou a justeza da informação, relativizando-a ou para mais, a certeza absoluta, ou para menos, a possibilidade mais remota.” Esta última torna a proposição não categórica, o que se comprova com a passagem:

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De acordo com Rodolfo Ilari (Introdução à semântica: brincando com a gramática, 2001), “... o sentido literal dos enunciados inclui frequentemente informações implícitas, embora previsíveis”. Com base nessa informação, conclui-se corretamente que a frase “Na essência, então, professor bem preparado para quê?” (6o parágrafo) reporta à ideia de que

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Tendo como referência Ingedore Villaça Koch (O texto e a construção dos sentidos, 1997), no que tange às estratégias de construção do texto, conclui-se corretamente que, em suas falas, as personagens recorrem à

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Texto I

O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá
.....................................................
Debruçados do céu... a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado.
.....................................................
As bandeiras – como águias eriçadas –
Se abismavam com as asas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz...
Tonto de espanto, cego de metralha
O arcanjo do triunfo vacilava.
.....................................................
Eras tu – liberdade peregrina!
Esposa do porvir – irmã do sol!
.....................................................
Um pedaço de gládio* – no infinito...
Um trapo de bandeira – na amplidão!
(Castro Alves, Ode a Dois de Julho. Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)


Texto II

Neste dia, sempre novo,
Entre os aplausos do mar,
Entre os ruídos do povo,
Vai a cidade falar...
Atriz majestosa e bela,
Falando só e só ela

Diante de duas nações,
Representa um alto feito
Que arranca braços do peito
De emudecidos canhões.
(Tobias Barreto, Dois de Julho. Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)

Os dois poemas referem-se à independência da Bahia, marcando a expulsão definitiva das tropas portuguesas do território baiano em 1823. De acordo com Alfredo Bosi, esse fato é tratado, no poema de Castro Alves, com

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Texto I

O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá
.....................................................
Debruçados do céu... a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado.
.....................................................
As bandeiras – como águias eriçadas –
Se abismavam com as asas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz...
Tonto de espanto, cego de metralha
O arcanjo do triunfo vacilava.
.....................................................
Eras tu – liberdade peregrina!
Esposa do porvir – irmã do sol!
.....................................................
Um pedaço de gládio* – no infinito...
Um trapo de bandeira – na amplidão!
(Castro Alves, Ode a Dois de Julho. Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)


Texto II

Neste dia, sempre novo,
Entre os aplausos do mar,
Entre os ruídos do povo,
Vai a cidade falar...
Atriz majestosa e bela,
Falando só e só ela

Diante de duas nações,
Representa um alto feito
Que arranca braços do peito
De emudecidos canhões.
(Tobias Barreto, Dois de Julho. Em: Alfredo Bosi, História concisa da Literatura Brasileira, 1997)

Os versos “O anjo da morte pálido cosia / Uma vasta mortalha em Pirajá” (Texto I) e “Atriz majestosa e bela, / Falando só e só ela” (Texto II) reportam, correta e respectivamente, aos sentidos:

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A literatura, hoje, parece estádio de futebol em dia de final de campeonato: sempre cabe mais um, e tem até cambista vendendo ingresso para quem chega tarde. Mas há também, é claro, o setor das numeradas e das cadeiras cativas; pois a literatura de que falam os que resmungam continua viva, vai bem, obrigada, e até manda lembranças. Apenas não está mais sozinha em cena, está acompanhada e muito bem acompanhada! Ao lado dos romances esotéricos, da poesia de autoajuda, da ficção científica e do romance policial, continuam a ser lidos e apreciados os romances de antigamente, as novelas de cavalaria, os chamados clássicos, a poesia. Talvez venham dessas múltiplas faces da literatura os resmungos mal-humorados que zumbem em nossos ouvidos.
O que quer dizer que Homero (séc. IX a.C.), Dante Alighieri (1265-1321), Eça de Queirós (1845-1900) e Guimarães Rosa (1908-1967) escreveram, mesmo, coisas excelentes. Excelentes e distintas do que escrevem hoje os Titãs, Paulo Coelho, Rodolfo Cavalcanti e J. Grisham. Mas diferente não quer dizer pior.
(Marisa Lajolo, Literatura: leitores e leitura. 2001, Adaptado)

De acordo com Lajolo, “... continuam a ser lidos e apreciados os romances de antigamente, as novelas de cavalaria...”. Conforme Massaud Moises (A literatura portuguesa, 1997), estas têm caráter tipicamente

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A literatura, hoje, parece estádio de futebol em dia de final de campeonato: sempre cabe mais um, e tem até cambista vendendo ingresso para quem chega tarde. Mas há também, é claro, o setor das numeradas e das cadeiras cativas; pois a literatura de que falam os que resmungam continua viva, vai bem, obrigada, e até manda lembranças. Apenas não está mais sozinha em cena, está acompanhada e muito bem acompanhada! Ao lado dos romances esotéricos, da poesia de autoajuda, da ficção científica e do romance policial, continuam a ser lidos e apreciados os romances de antigamente, as novelas de cavalaria, os chamados clássicos, a poesia. Talvez venham dessas múltiplas faces da literatura os resmungos mal-humorados que zumbem em nossos ouvidos.
O que quer dizer que Homero (séc. IX a.C.), Dante Alighieri (1265-1321), Eça de Queirós (1845-1900) e Guimarães Rosa (1908-1967) escreveram, mesmo, coisas excelentes. Excelentes e distintas do que escrevem hoje os Titãs, Paulo Coelho, Rodolfo Cavalcanti e J. Grisham. Mas diferente não quer dizer pior.
(Marisa Lajolo, Literatura: leitores e leitura. 2001, Adaptado)

As considerações sobre literatura da autora assumem um tom

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O efeito de humor do post decorre do uso dos termos “calorosa” e “calórica”, os quais, contextualmente, têm

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A partir de informações presentes no texto, é correto afirmar que

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O coreto

E vieram dizer que não haveria mais banda. A que tocava no jardim, às noites de domingo, entre o povo, as árvores e as rosas, fora demitida. A prefeitura achou que não lhe concernia a obrigação de alimentar aquela espécie de música. E aquela espécie de música se tornou deste modo um fenômeno a considerar. É dessas coisas que durante séculos se mantiveram jovens e amadas mas de repente amanheceram velhas e sozinhas. A gente sabe o que é velhice, a mesma para todos e para tudo. Um negócio chato. Às vezes, o tempo é que esgota as fontes de juventude, outras vezes não é o tempo, somente o tempo.
Há também a força de ardis e manobras que promovem o envelhecimento a curto prazo, como se faz hoje com certos vinhos e se pode fazer com os homens e com as coisas humanas. Com os vinhos para que entrem mais cedo no mercado, com os homens para que saiam dele.
A música de Chico Buarque aí está para dizer que a banda não é apenas uma evocação e uma saudade. É uma instituição, um símbolo, uma segunda linguagem nacional. Quantas vezes gostosíssima, divertida, fina e incomparável música essa das bandas.
Nesta cidade de Poços de Caldas, elas nunca faltaram, tanto nos seus grandes como nos seus pequenos acontecimentos. E, mais do que os oradores e os poetas, eram a voz do povo. Chegando um filho da terra doutor formado, chegando Pedro Sanches de sua viagem à Europa, chegando um presidente, chegando um Rui Barbosa ou um Santos Dumont, lá estava na Estação da Mogiana a banda para recebê-los em triunfo.
Mas vieram estes dias impetuosos de hoje. E por eles estive sabendo que isso não vale mais nada. Ou não vale duas patacas no orçamento municipal. O coreto no jardim ficará vazio, ou talvez já convertido num mictório. E não sei a quem dizer do meu pesar: se ao povo, se à prefeitura ou se apenas a mim mesmo.
(Jurandir Ferreira. Da quieta substância dos dias. Instituto Moreira Sales, 1991. Adaptado)

Considerando as informações presentes nos dois primeiros parágrafos, é correta a afirmação:

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O coreto

E vieram dizer que não haveria mais banda. A que tocava no jardim, às noites de domingo, entre o povo, as árvores e as rosas, fora demitida. A prefeitura achou que não lhe concernia a obrigação de alimentar aquela espécie de música. E aquela espécie de música se tornou deste modo um fenômeno a considerar. É dessas coisas que durante séculos se mantiveram jovens e amadas mas de repente amanheceram velhas e sozinhas. A gente sabe o que é velhice, a mesma para todos e para tudo. Um negócio chato. Às vezes, o tempo é que esgota as fontes de juventude, outras vezes não é o tempo, somente o tempo.
Há também a força de ardis e manobras que promovem o envelhecimento a curto prazo, como se faz hoje com certos vinhos e se pode fazer com os homens e com as coisas humanas. Com os vinhos para que entrem mais cedo no mercado, com os homens para que saiam dele.
A música de Chico Buarque aí está para dizer que a banda não é apenas uma evocação e uma saudade. É uma instituição, um símbolo, uma segunda linguagem nacional. Quantas vezes gostosíssima, divertida, fina e incomparável música essa das bandas.
Nesta cidade de Poços de Caldas, elas nunca faltaram, tanto nos seus grandes como nos seus pequenos acontecimentos. E, mais do que os oradores e os poetas, eram a voz do povo. Chegando um filho da terra doutor formado, chegando Pedro Sanches de sua viagem à Europa, chegando um presidente, chegando um Rui Barbosa ou um Santos Dumont, lá estava na Estação da Mogiana a banda para recebê-los em triunfo.
Mas vieram estes dias impetuosos de hoje. E por eles estive sabendo que isso não vale mais nada. Ou não vale duas patacas no orçamento municipal. O coreto no jardim ficará vazio, ou talvez já convertido num mictório. E não sei a quem dizer do meu pesar: se ao povo, se à prefeitura ou se apenas a mim mesmo.
(Jurandir Ferreira. Da quieta substância dos dias. Instituto Moreira Sales, 1991. Adaptado)

O autor da crônica, ao tecer considerações sobre as bandas, considera que elas

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Na tira, foi empregado em sentido figurado o vocábulo:

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Nessa tirinha, pode-se afirmar que há uma

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Do primeiro celular a gente nunca se esquece: falo do tijolão preto quando chegou ao Brasil! Lembro como se fosse o primeiro dinossauro. Causou uma revolução em nossos costumes. Mas era apenas um telefone - falar e ouvir. E foi fantástico. Lembro a minha euforia. Quando me desfiz do primeiro, para tornar-me vítima do consumismo, fiquei com o coração apertado. Sou sentimental, tenho carinho pelos elos que vão ficando para trás. E o "pretinho básico" ficou esquecido. Foi um susto ao ver as pessoas falando nas calçadas. Gesticulavam igual a nossa Elis Regina ao cantar "Arrastão". Muito esquisito, eu parava na rua para olhar, e jurei não entrar naquela onda louca. Não adiantou.

Na época, eu pensei que aquele estardalhaço nas ruas, com o aparelho no ouvido, seria coisa passageira, logo as pessoas entrariam no equilíbrio. Mas não; piorou. Sem cerimônia entramos na vida dos outros, nas conversas de família, nas doenças, nas brigas. E não se respeitam mais hospitais, clínicas, elevadores, lojas... O tranco é o mesmo. Um berreiro. E assim seguiremos, já acostumados a compartilhar toda a nossa vulnerabilidade em lugar público. Compartilhamos o que somos e o que gostaríamos de ser. Uma mistura surreal contemporânea, massificada. Um novo movimento. Não se sabe onde fica a linha divisória da razão. Existe o vício. Vi uma menina tuitando e rindo no cantinho de um velório. Senti vontade de lhe chamar a atenção (...).
O mundo virtual está engolindo o mundo real nas lojas e bancos. Não gosto.
Há uma ânsia em comunicar, alegrias e tristezas a compartilhar. Será que nossa cruz fica mais leve de carregar? Os filhos não querem saber de papo familiar, vão direto ao Facebook e lá tiram suas dúvidas com centenas de amigos.
Só o futuro dirá algo sobre isso.

De acordo com o conteúdo do texto “Do primeiro celular ao smartphone”, com o passar do tempo, o comportamento das pessoas em função do aparelho móvel, em termos de socialização e bom senso:

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Observe o trecho abaixo, que aborda diferenças entre a língua escrita e a língua falada: 

“Mas por que falamos de um modo, na fala propriamente dita, e falamos, na escrita, de outro, tão diferente do registro anterior, que afinal lhe deu origem? É consenso que as dificuldades principais são oferecidas pela gramática, cujo conceito dominante é de que seja um rol de regras...” 

A afirmação correta sobre a estruturação e o significado desse pequeno texto, é:

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Uma insatisfação crônica

O dinheiro é um bom servo, mas um péssimo patrão. Sendo usado para o nosso bem e para o bem do próximo é uma bênção, mas, usado de forma egoísta, só para o nosso deleite e de forma avarenta, só para explorar o próximo, é uma maldição. Certamente, o problema não é ter dinheiro, mas o dinheiro nos ter; não é guardar dinheiro no banco, mas entronizá-lo no coração.
O dinheiro é necessário, pois sem ele não suprimos nossas necessidades nem podemos socorrer os necessitados. Porém, o dinheiro, por mais volumoso, não pode nos oferecer felicidade nem segurança. É ledo engano pensar que о dinheiro é fonte de alegria ou imaginar que o dinheiro nos blinda dos perigos da vida. О dinheiro é volátil. É insensatez, portanto, confiar na instabilidade da riqueza. O dinheiro, outrossim, não pode comprar as coisas mais importantes. O dinheiro pode nos dar momentos felizes, mas não pode adquirir para nós felicidade. Pode nos dar uma casa, mas não um lar; pode nos dar conforto, mas não saúde; pode nos dar alimento, mas não apetite; pode nos dar bajuladores, mas não amigos; pode nos dar um rico funeral, mas não a vida eterna.
O dinheiro pode ser conquistado por nós com o suor do nosso rosto ou pode ser deixado para nós como herança dos nossos pais. Pode vir do trabalho das nossas mãos ou das mãos daqueles que laboraram antes de nós. O dinheiro, porém, não pode ser levado por nós. O homem mais rico não pode levar sequer um mísero centavo de toda a sua fortuna. Não há gaveta em caixão nem caminhão de mudança em enterro. Mesmo possuindo um império econômico, ao morrer, o homem deixa tudo. O dinheiro só pode ir conosco até à sepultura. Tudo o que granjeamos e recebemos é deixado aqui mesmo. As riquezas da terra não realizam nenhuma marcha conosco além da sepultura.
O amor do dinheiro é raiz de todos os males. Muitos caem nos laços da cobiça e atormentam a sua alma com muitos flagelos. Há aqueles que até mesmo se desviam da fé e mergulham sua alma em doída angústia e pesada tribulação. Por amor ao dinheiro, muitos vivem e morrem, casam-se e descasam, matam e mandam matar, corrompem e são corrompidos. Por amor ao dinheiro, o homem se bestializa e declara guerra ao seu próximo. (...)
LOPES, Hernandes Dias. Uma insatisfação crônica. Disponível em <https://www.hernandesdiaslopes.com.br/uma-insatisfacao-cronica>.

Em relação ao texto “Uma insatisfação crônica”, o autor:

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Ao considerar inconstitucional o assédio judicial contra jornalistas e veículos de comunicação, o Supremo Tribunal Federal (STF) contribuiu para preservar a liberdade de imprensa, pilar fundamental de qualquer democracia. Esse assédio acontece quando contrariados por reportagens impetram ações judiciais em série em diferentes locais contra jornalistas ou empresas, com o objetivo de constrangê-los, onerá-los ou impedi-los de exercer a profissão.
Os ministros decidiram que, quando ficar caracterizado o assédio judicial, o alvo das ações poderá solicitar à Justiça a reunião de todas na cidade onde mora. A pulverização por diferentes comarcas, geralmente orquestrada, é estratégia infelizmente comum para intimidar jornalistas. Eles são obrigados a se deslocar para acompanhar audiências, muitas vezes em cidades distantes. Se não comparecem, as ações podem ser julgadas à revelia.
Os que tentam cercear a imprensa por meio dessa prática se aproveitam de um instrumento democrático legítimo, os Juizados Especiais Cíveis (JECs), que surgiram para facilitar o acesso do cidadão à Justiça. O problema não está nos JECs, mas no abuso deles para perseguir o jornalismo.
O ministro Edson Fachin afirmou que a decisão trata “de evitar os efeitos nefastos da restauração indireta de um procedimento de censura e autocensura”. A ministra Cármen Lúcia ressaltou o papel da liberdade de informação na democracia: “Assédio judicial contra jornalista tem sim um diferencial, porque a imprensa tem um diferencial no seu desempenho. A democracia é caudatária de uma imprensa livre e independente”.
Essa decisão do STF é importante para assegurar a liberdade de imprensa. Profissionais e veículos de comunicação acossados por uma infinidade de ações — cujo único objetivo é retaliar reportagens investigativas e seus autores — poderiam se sentir intimidados na hora de apurar e noticiar fatos de interesse público que desagradem a certos grupos. Ao estabelecer que jornalistas só têm responsabilidade civil em “caso inequívoco de dolo ou culpa grave”, a Corte também desestimula ações de reparação destinadas a restringir o trabalho do jornalismo profissional. Uma imprensa sem mordaças é condição inegociável de toda democracia.
(O Globo. Editorial: STF reafirma liberdade de imprensa ao coibir assédio judicial a jornalistas. 25/05/2024. Adaptado)

Assinale a alternativa em que os dois trechos expressam a opinião do jornal a respeito do tema tratado.

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