Questões de concursos

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Encontradas 49 questões
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À nossa volta


        Dois amigos meus desceram no aeroporto de Orly, em Paris. Deixaram as malas no hotel e foram dar uma volta pelo Quartier Latin. Decepcionaram-se com as ruas esburacadas, pedras pelo chão, vidros quebrados, lixo acumulado — nunca tinham visto Paris tão suja e desmazelada. E só foram entender o que estava acontecendo ao ler a manchete de um jornal na banca. Os estudantes estavam em guerra contra o poder. Era maio de 1968.

        Outro amigo, músico e muito, muito alienado, pegou seu carro bem cedo em Copacabana e tocou para a zona norte, onde estava gravando um LP. Lá chegando, encontrou o estúdio fechado. Esperou duas horas, ninguém apareceu e ele foi embora. Estranhou que as lojas do Centro também estivessem fechadas e, ao passar pelo Flamengo, viu o prédio da UNE em chamas. E só ao chegar em casa soube que estava em curso no país um golpe militar. Era 1o de abril de 1964.

        E, em 1956, mais um amigo, também músico, mas amador, passava férias em Diamantina (MG) quando soube que dona Dadainha, senhora baiana muito respeitada na cidade, estava hospedando um irmão que tocava violão dia e noite e nunca saía à rua. O amigo foi procurá-lo. Tocou a campainha e o próprio rapaz abriu a porta. Ao ouvir que o outro igualmente tocava violão, convidou-o a entrar e mostrou-lhe um samba “diferente” que estava criando. Meu amigo gostou, despediu-se e não voltou a vê-lo. Dois anos depois, escutou no rádio aquele “samba diferente” e reconheceu o violonista e cantor: João Gilberto. O que ele ouvira em Diamantina era a bossa nova, só que antes de ela existir.

        É famosa a passagem de “A Cartuxa de Parma”, de Stendhal, em que o herói se junta a um exército sem saber que está no meio da guerra de Waterloo.

        É o risco que corremos por não ficarmos de olho à nossa volta.

(Ruy Castro. www.folha.uol.com.br , 25.11.2017)

Assinale a alternativa em que a adaptação da frase final do texto está expressa em conformidade com a norma-padrão.

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(M. Schulz. “Minduim Charles”. http://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 14.11.2017)

O trecho destacado na frase – Com sorte, talvez tenha alguma coisa sobre ele hoje na TV. – está reescrito conforme a concordância padrão em:

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Assinale a alternativa em que o trecho “um corpo do tamanho de Marte, denominado Theia, colidiu com a recém-formada proto-Terra, projetando material para a sua órbita” foi reescrito sem alteração do sentido. 

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Ano: 2010 Banca: ZAMBINI Órgão: PRODESP

Assinale a alternativa em que se reúnem em um único período, de acordo com a norma culta, as orações a seguir:


I. Na fazenda, havia um pasto.

II. Certo dia, caiu um meteorito no pasto.

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Leia o texto para responder às questões de números 06 a 13.


Aprender sem pressa


        Por que crianças com menos de seis anos não devem ser matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental? Essa é a pergunta de muitos pais que consideram seus filhos maduros e prontos para enfrentar o ensino das letras e dos números do modo formal que nossas escolas ensinam, usem elas este ou aquele método de ensino e de alfabetização.

        Nossa sociedade foi bombardeada com informações apontando caminhos para um futuro de êxitos e uma carreira bem-sucedida de quem ainda está na infância. Quanto mais cedo a criança começar a aprender, melhores serão suas chances de sucesso, afirmam, de maneira geral, esses estudos. E isso resultou numa corrida das famílias em busca da melhor formação para os filhos. Reforço escolar, alfabetização precoce, cursos das mais variadas disciplinas e atividades etc. passaram a fazer parte de uma agenda carregada das crianças, já a partir de três anos, quando não menos.

        As escolas, atentas ao movimento da comunidade, responderam à altura: trouxeram para a educação infantil o modelo de funcionamento do ensino fundamental. Dessa maneira, crianças de três, quatro anos passaram a usar carteiras em sala de aula, a ter professores especialistas e a brincar livremente apenas no horário do recreio. Já na década de 1990, vimos crianças viverem essa correria rumo ao sucesso, com seus pais sempre metidos nessa necessidade louca de forçar o filho a ser um bom – de preferência o melhor – estudante.

        Mas parece que todo esse esforço não deu muito certo, pelos resultados que observamos. As universidades passaram a receber jovens cada vez mais infantilizados, que relutam em finalizar seus estudos na graduação, e os pais, a enfrentar, ainda no decorrer do ensino fundamental, a falta de vontade dos filhos de se comprometer minimamente com os estudos.

        Foi então que novos estudos passaram a ser difundidos, apontando a necessidade de a criança ter mais liberdade para ser criança e, de fato, viver a infância na hora certa. Foi por esse motivo que surgiu, nos Estados Unidos e na Inglaterra, um movimento que prega menores demandas dos pais aos filhos, para que eles tenham tempo para brincar e para o ócio, questões fundamentais para uma vivência infantil tranquila e produtiva.

        A criança de cinco anos, e até mesmo a de quatro, pode se alfabetizar por interesse próprio e aprender muito mais, com o apoio dos professores da educação infantil, que, aliás, têm a mesma formação dos professores dos anos iniciais do fundamental. E ela pode fazer isso brincando, sem ter de fazer lições e participar de aulas expositivas.


(Rosely Sayão. Folha de S.Paulo, 28.04.2015. Adaptado)

No contexto em que está empregada a frase final do texto – ... sem ter de fazer lições e participar de aulas expositivas. –, ela pode ser reescrita, em conformidade com a norma-padrão, da seguinte forma:

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Leia novamente o último parágrafo do Texto 3:

“A censura ao site Antagonista e à revista Crusoé entrará como um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização. Por outro lado, tem que se celebrar. A mobilização da sociedade e o posicionamento certeiro de ministros do Supremo que discordam do conjunto de absurdos que têm sido praticados”.

Escolha, dentre as alternativas abaixo, a que melhor representa a reescrita do parágrafo acima, de acordo com a norma culta: 

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O conto de Ruth Rocha “O Direito das crianças”, abaixo, é a referência para responder as questões de nº 26 a 30. 



Marque a alternativa que melhor representa uma PARÁFRASE do trecho: “O professor de direito constitucional da PUC, Marcelo Figueiredo, disse neste sábado à rádio Jovem Pan que a censura imposta a Crusoé e a O Antagonista fere a democracia”

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A bandeira holandesa estivera hasteada sobre as Índias Orientais por três séculos. Como o arquipélago indonésio era rico em petróleo e borracha, tinha importância vital para a economia holandesa. Terminada a guerra, o governo da Holanda pretendia seriamente resgatar aquele território assim que os japoneses se retirassem. A dúvida era se disporia de força militar suficiente para derrotar os indonésios e sua crescente resistência.

O líder dos indonésios, o enérgico presidente Sukarno, estava decidido. Para os milhares de indivíduos que ouviam seus discursos, ele parecia um mágico. Tal como Gandhi, era um tanto teatral, mas nada tinha de contemplativo ou melancólico. Sem abrir mão dos prazeres, era capaz de trabalhar duro e de cuidar dos detalhes, desde que os considerasse importantes. Dominava vários idiomas, inclusive três nativos da Indonésia: javanês, sundanês e balinês – sua mãe era de Bali. Graduado em Engenharia Civil, criou a reputação de agitador político contra os holandeses, e sua bravura o levou à prisão e ao exílio em um porto isolado. Quando os japoneses tomaram as Índias Orientais Neerlandesas, em 1942, ele se tornou o braço direito dos invasores, mas não um servo obediente. Após o súbito fim da ocupação, em agosto de 1945, Sukarno declarou o surgimento da nova nação da Indonésia. Sua base estava na sagrada cidade javanesa de Jogiakarta, perto do antigo templo de Borobodur. Nos três anos seguintes, o território sob seu controle se estenderia por metade da ilha de Java e a maior parte de Sumatra. Outros arquipélagos holandeses ficaram fora de seu controle direto. Em dezembro de 1949, a Indonésia se tornou uma nação.

(BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do século XX. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 87). 

Assinale a alternativa que reescreve livremente passagem do texto, de acordo com a norma-padrão de concordância e de pontuação.

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Last week at my neighborhood coffee shop, the barista flipped that dreaded tablet toward me. Three tip options glared back: 18%. 22%. 25%. For a $3.50 latte I was picking up. That took thirty seconds to make. I’ve hit my breaking point with tipping culture. 
Growing up, tipping was simple: 15–20% for sitdown restaurants, maybe your hairdresser. Now it’s an expected tax on every transaction. The frozen yogurt shop where I serve myself wants 20%. Self-checkout kiosks are asking for tips. This is insane. 
When I traveled Europe last summer, I paid exactly what was on the menu. No guilt, no calculations, no awkward pressure. Servers were paid living wages and the service was excellent. 
Meanwhile, I’m expected to subsidize corporate America’s refusal to pay fair wages while their CEOs pocket millions in bonuses. It’s 2025, and American tipping culture has spiraled out of control. It’s hurting workers, stressing customers, and letting profitable businesses guilt-trip their own customers into covering payroll. When I worked retail years ago, my employer paid my full wage. I didn’t expect customers to subsidize my paycheck because my boss decided to pocket the difference. Yet somehow in 2025, we’ve normalized corporations outsourcing their payroll responsibility to guilt-ridden customers. 72% of U.S. adults say tipping is expected in more places today than it was five years ago. But even as Americans say they’re being asked to tip more often, only about a third say it’s extremely or very easy to know whether (34%) or how much (33%) to tip for various services. 
[...] The confusion is real and it’s intentional. Companies benefit from our uncertainty because confused customers tend to over-tip rather than risk social judgment. 

A reescrita da passagem do último parágrafo – É por isso que nem lhe chego perto: temo que ele me substitua também. – permanece com a relação de sentido estabelecida pelos dois-pontos (:) conservada em:

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