Salles e Faria relatam uma proposta de trabalho com
um grupo de crianças de 4 e 5 anos: “[a professora] lia
a história de uma festa no céu para a qual o sapo não
tinha sido convidado. Após a leitura, algumas crianças
passam a fazer comentários sobre a história contada,
relacionando-a com outras narrativas que tinham sapos
como personagens [...]. Uma menina, que permaneceu
calada durante a leitura da história e que parecia um pouco desligada, no momento em que os demais faziam comentários, perguntou: por que o sapo não mora na água
salgada?”. As autoras comentam que a pergunta poderia ter sido ignorada ou respondida rapidamente, mas
se tornou objeto de interesse pelas crianças quando a
professora devolveu a pergunta ao grupo, pedindo-lhes
que desenhassem o que achavam que aconteceria se o
sapo morasse no mar. Os desenhos buscavam explicitar
as hipóteses das crianças, sendo então planejadas em
conjunto com as crianças e realizadas por cerca de um
mês atividades vinculadas à questão colocada. Essas atividades caracterizam o que as autoras denominam
Perrenoud menciona que a escola trata todos os alunos
como iguais em direitos e deveres, ao passo que eles
estão desigualmente dispostos e preparados a tirar partido de uma formação padrão. Para ele, a reprovação é
uma diferenciação rudimentar, que degrada a autoestima
e se mostra globalmente pouco eficaz. Perrenoud propõe ciclos de aprendizagem, associando-os à luta contra
o fracasso escolar por meio de pedagogia diferenciada,
insistindo sobre uma ruptura com os recortes em anos,
sobre novas formas de avaliação, sobre a distância a
tomar dos programas e da padronização dos percursos.
Tais ciclos de aprendizagem, segundo o autor, ficariam
sob responsabilidade
No livro Didática da Matemática: reflexões psicopedagógicas, as autoras trazem diferentes situações de investigação com crianças. Em uma dessas situações, o pesquisador mostra os números 25 e 31 para duas crianças
e questiona: “Qual é o mais alto?”. Guillermo (6 anos,
primeira série) responde: “Este [apontando para o 31]”.
Já Yael responde: “A mim me parece que é este [apontando para o 25], porque tem um dois e um cinco e este
[apontando para o 31] tem um três e um um. Maiores são
estes números [mostrando os algarismos de 25]”. Sobre
essa situação, pode-se concluir que
A didática ocupa-se de estudar o aluno, o professor, o
saber e as inter-relações entre esses componentes dentro de um contexto caracterizado pela intencionalidade
de incidir em conhecimentos anteriores dos alunos para
fazê-los progredir. No livro Ensinar matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais: análise e propostas,
Moreno afirma que, dentro da didática da matemática, o
eixo central é a resolução de problemas. Com base na
autora, entendem-se por problemas dentro da didática da
matemática situações
Uma cena comum em nossas escolas são os estudantes
procurando suas notas em murais ou quadros de avisos.
De um modo geral, são os resultados de final de ano ou
de bimestre que irão informá-los sobre possíveis recuperações ou reprovações. Considerando o documento
Indagações sobre currículo: currículo e avaliação, pode-se inferir que a avaliação de que trata essa cena
No livro Educação Infantil: fundamentos e métodos,
Zilma de Oliveira aponta para a necessidade de se estabelecer uma aproximação com as famílias. Para isso, a
autora entende que
Em Escrever e ler: como as crianças aprendem e como o
professor pode ensiná-las a escrever e a ler, os autores
lembram que a escola foi criada para homogeneizar e
adaptar as crianças a um modelo social dominante, mas
hoje se exige da escola um avanço para a integração e
para uma cultura da diversidade, que viva as diferenças
como uma riqueza, não como obstáculo. O objetivo, segundo os autores, é que
Machado narra, em Educação Especial na Escola Inclusiva: Políticas, Paradigmas e Práticas, sua experiência à
frente da Coordenação de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis/SC, implantando, naquela rede municipal de ensino, novos serviços
de educação especial e modificando os que já existiam.
Segundo a autora, se a concepção educacional é inclusiva,
No livro Ler e escrever na escola: o real, o possível e o
necessário, Lerner dedica um capítulo para discutir como
transformar o ensino da leitura e da escrita na escola.
A autora apresenta desafios que implicam uma mudança profunda nas práticas escolares. Segundo Lerner, um
desses desafios é
Em Ciência, arte e jogo: projetos e atividades lúdicas na
educação infantil, o educador encontra inúmeras possibilidades de práticas pedagógicas. Em um dos projetos
relatados, Klisys retrata que a criança, por meio do faz
de conta, da repetição e da brincadeira, entra em contato com aquilo que estuda formalmente. Nesse sentido,
quando o professor coloca em prática uma abordagem
lúdica, vislumbra-se uma forma de trabalhar que considera os espaços para brincar integrados e articulados aos
espaços de aprendizagem. Assim, a autora defende que
o universo científico está intrinsecamente relacionado ao
universo lúdico, sendo urgente que a escola de Educação Infantil assuma uma concepção de ensino