Na obra Aprender a ler e a escrever – uma proposta construtivista, Teberosky e Colomer enfatizam a relação entre
as estratégias da escrita e as estratégias de produção de
textos, bem como que o conhecimento sobre os textos
pode preceder o conhecimento da escrita, isto é, a competência com textos é influenciada pelas experiências
culturais das crianças pequenas com livros e leitores.
Conforme expõem as autoras, uma série de pesquisas
indica que os textos que são apresentados para reescrita
se transformam em um modelo gerador. Nesse contexto,
segundo Teberosky e Colomer, a reescrita
Salles e Faria relatam uma proposta de trabalho com
um grupo de crianças de 4 e 5 anos: “[a professora] lia
a história de uma festa no céu para a qual o sapo não
tinha sido convidado. Após a leitura, algumas crianças
passam a fazer comentários sobre a história contada,
relacionando-a com outras narrativas que tinham sapos
como personagens [...]. Uma menina, que permaneceu
calada durante a leitura da história e que parecia um pouco desligada, no momento em que os demais faziam comentários, perguntou: por que o sapo não mora na água
salgada?”. As autoras comentam que a pergunta poderia ter sido ignorada ou respondida rapidamente, mas
se tornou objeto de interesse pelas crianças quando a
professora devolveu a pergunta ao grupo, pedindo-lhes
que desenhassem o que achavam que aconteceria se o
sapo morasse no mar. Os desenhos buscavam explicitar
as hipóteses das crianças, sendo então planejadas em
conjunto com as crianças e realizadas por cerca de um
mês atividades vinculadas à questão colocada. Essas atividades caracterizam o que as autoras denominam
No livro Educação Infantil: fundamentos e métodos,
Zilma de Oliveira aponta para a necessidade de se estabelecer uma aproximação com as famílias. Para isso, a
autora entende que
O desenho é uma linguagem que atravessa diferentes
tempos históricos da humanidade. Iavelberg cunhou a
expressão “desenho cultivado”, que, influenciado pela
cultura, mantém seu epicentro na criança. Por essa perspectiva, a autora traz exemplos de situações que favorecem a aprendizagem de desenho na sala de aula, dentre
eles
No livro Gêneros Orais e Escritos na escola, Schneuwly
sustenta a tese de que o ensino do oral na escola, na língua materna das crianças, pode ocorrer seguindo-se um
caminho que passa pela construção de uma relação nova
com a linguagem. Apresentando diferentes concepções
do que seja oral, o autor explica que o oral que pode ser
objeto de ensino, isto é, o oral que se aprende é