Artur e Gabriela estão brincando com bonecas na sala da
casa da avó. Artur é um ano e meio mais novo que sua prima
de 4 anos. A menina chama a boneca de filhinha, abraça,
beija e ralha quando a boneca “se recusa” a comer. Gabriela
ainda leva sua filhinha para passear pela sala e depois,
dizendo que anoiteceu e está na hora de dormir, embala a
boneca, cantando suavemente uma cantiga de ninar. Já Artur
se concentra em levar repetidamente uma colher à boca de
outra boneca. Quando a avó pergunta o que estão fazendo,
Gabriela responde que está cuidando de sua filhinha e Artur
diz que está dando “papá”.
Observando essa cena a partir do que discute Lazaretti (in Facci; Abrantes; Martins, 2016), percebe-se que as diferenças entre a brincadeira de Artur e a de Gabriela revelam o processo de desenvolvimento
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