Durante uma reunião pedagógica, professores de uma escola estadual debatiam sobre as críticas recorrentes dos estudantes às aulas consideradas "chatas", "repetitivas" e "desinteressantes". Uma professora argumentou que tais manifestações não deveriam ser interpretadas como desinteresse ou apatia estudantil pela educação, mas sim como indicadores de demandas legítimas por transformações na organização escolar e nas práticas pedagógicas. Ela fundamentou sua posição em estudos recentes sobre protagonismo juvenil e participação estudantil, destacando a importância de compreender as críticas dos jovens como oportunidades para repensar a escola. Considerando as discussões acadêmicas contemporâneas sobre a relação entre juventude, participação e educação escolar, analise as afirmativas apresentadas a seguir:
I.As críticas dos estudantes às atividades pedagógicas consideradas desinteressantes revelam o desejo de construir uma escola com relações menos hierarquizadas e conteúdos mais sintonizados com seu cotidiano, contrariando discursos que atribuem aos jovens apatia em relação à educação.
II.O envolvimento dos estudantes em processos de reivindicação e discussão sobre a escola materializa práticas de socialização política que transcendem o ambiente familiar, demonstrando que múltiplas instâncias contribuem para a formação de disposições relacionadas à participação coletiva.
III.A expressão de insatisfação dos estudantes com metodologias tradicionais decorre fundamentalmente da expansão do acesso ao ensino médio, que incorporou novos perfis discentes ainda não familiarizados com os códigos e rituais escolares historicamente consolidados pelas instituições educacionais.
É correto o que se afirma em: