Se o Sacro ardor, que ferve no meu peito, Não me deixa enganar, vereis que um dia (Vivendo esse impostor) por seu respeito Se encherá de Emboabas a Bahia. Pagaram os Tupis o insano feito, E vereis entre a bélica porfia Tomar-lhe esses estranhos, já vizinhos, Escravas as mulheres c’os filhinhos.
Vereis as nossas Gentes desterradas Entre os tigres viver no sertão fundo. Cativa a plebe, as tabas arrombadas, Levando para além do mar profundo Nossos filhos, e filhas desgraçadas; Ou, quando as deixem cá no nosso mundo, Poderemos sofrer, Paiaiás bravos, Ver filhos, pais e mães feitos escravos?
(Frei José de Santa Rita Durão, Caramuru. Em: Antonio Candido. Formação da Literatura Brasileira (volume único), 2000)
Alfredo Bosi (História concisa da Literatura Brasileira, 1997) pondera que a poética de Caramuru se caracteriza por
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