A BNCC prioriza o foco da função social e política da
língua inglesa e, nesse sentido, passa a tratá-la em seu
status de língua franca. Nessa perspectiva, são acolhidos
e legitimados os usos que dela fazem falantes espalhados
no mundo inteiro, com diferentes repertórios linguísticos
e culturais, o que possibilita, por exemplo, questionar a
visão de que o único inglês “correto” – e a ser ensinado – é
aquele falado por estadunidenses ou britânicos. Mais ainda,
o tratamento do inglês como língua franca o desvincula
da noção de pertencimento a um determinado território
e, consequentemente, a culturas típicas de comunidades
específicas, legitimando os usos da língua inglesa em seus
contextos locais. Esse entendimento favorece uma educação
linguística voltada para a interculturalidade.
(BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. 2019. Adaptado)
Em uma entrevista, o linguista Kanavilil Rajagopalan
afirma que “A língua inglesa, já há um bom tempo, deixou
de ser propriedade desse ou daquele país. Em sua condição
de língua internacional, a língua falada hoje por quase um
terço dos seres humanos do planeta, não faz o menor sentido
falarmos em falantes nativos. Essa língua, esse “fenômeno
linguístico”, na verdade pertence a todos que dela fazem
algum uso no seu dia a dia, por mais restrito que ele seja
(como ouvir música ou ler manuais de instrução). Como
professores de inglês, é nosso dever preparar nossos alunos
para serem cidadãos do mundo novo que se descortina
diante de nossos olhos. Para atuar nesse admirável mundo
novo, os nossos alunos têm de aprender a lidar com todas as
formas de inglês.”
(RAJAGOPALAN, K. O inglês como língua internacional na prática docente.
In: LIMA, D.C. (Org.). Ensino e aprendizagem.
São Paulo: Parábola Editorial, 2009. pp. 39; 41; 45. Adaptado)
Escolha quais comentários gostaria de ver