Assinale a alternativa que substitui o trecho destacado na
passagem – Mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à Educação do
Olhar. – expressando seu sentido.
Leia o texto de Rubem Alves, para responder às questões de números 13 e 14.
A arte de educar
Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: “Veja!” e, ao falar, aponta. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente… E ficando mais rico interiormente ele pode sentir mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.
Já li muitos livros sobre Psicologia da Educação, Sociologia da Educação, Filosofia da Educação… Mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à Educação do Olhar. Ou à importância do olhar na educação, em qualquer um deles.
Quero ensinar às crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem… O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente. São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio.
(Disponível em:< https://psicologiaacessivel.net>.
Acesso em: 18.11.2018)
A afirmação – Há muitas pessoas de visão perfeita que
nada veem… – é marcada por uma incoerência, com a
qual o autor
Leia a tira, para responder às questões de números 11 e 12.

(André Dahmer, Malvados. Disponível em:
www.google.com.br. Acesso em 17.11.2018)
A crítica à internet implícita na tira está associada
Leia a tira, para responder às questões de números 11 e 12.

(André Dahmer, Malvados. Disponível em:
www.google.com.br. Acesso em 17.11.2018)
O principal responsável pelo efeito de sentido na tira é
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir. O texto do projeto de lei, _____________ conteúdo é questionado, merece ser debatido com a sociedade. Há opiniões _____________ há nele tendência a vigiar os professores, com o objetivo de _____________ a liberdade de expressão.
Há, no texto, ocorrência do verbo “pôr” e dois de seus derivados – “propor” e “expor”. Tomando-os por referência,
assinale a alternativa em que derivados daquele verbo
estão empregados de acordo com a norma-padrão.
Assinale a alternativa que substitui os trechos destacados na passagem – Com o propósito de impedir a doutrinação, por professores, em classe, o projeto ameaça
alimentar o oposto do que propõe... – de acordo com a
norma-padrão de regência e emprego do sinal indicativo
de crase.
Nas passagens – Nesse clima de paixões exaltadas, no entanto, é preciso um esforço adicional para separar o joio do trigo. Todo conhecimento é socialmente construído e, portanto, a aventura humana, por definição, nunca é neutra ou isenta de valores. – as conjunções destacadas expressam, correta e respectivamente, relações de sentido de
Observe as preposições destacadas nas passagens:
... problemas que se arrastam sem solução.
Com o propósito de impedir a doutrinação, por professores ...
... é preciso um esforço adicional para separar o joio do trigo.
A escola é um lugar para o debate livre das ideias...
Essas preposições expressam, nos respectivos contextos, as noções de
Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 09.
A cada governo que entra, o assunto educação deixa os holofotes provisórios da campanha eleitoral, onde costuma desfilar na linha de frente das promessas dos candidatos, e volta à triste prateleira dos problemas que se arrastam sem solução. Desta vez foi diferente: encerrada a votação, a educação prosseguiu na pauta de discussões acirradas. Infelizmente, o saldo da agitação não gira em torno de nenhuma providência capaz de pôr o ensino do Brasil nos trilhos da excelência – a real prioridade.
A questão da hora é o projeto que pretende legislar sobre o que o professor pode ou, principalmente, não pode falar em sala de aula. Com o propósito de impedir a doutrinação, por professores, em classe, o projeto ameaça alimentar o oposto do que propõe: censura, patrulhamento, atitudes retrógradas e pensamento estreito. Segundo o especialista em educação Claudio de Moura Castro, não há como definir o que é variedade de pensamento e o que é proselitismo.
Fruto do ambiente polarizado da sociedade brasileira, a discussão entrou pela porta da frente das escolas. Nesse clima de paixões exaltadas, no entanto, é preciso um esforço adicional para separar o joio do trigo. A doutrinação em sala de aula é condenável sob todos os aspectos – seja de esquerda ou de direita, religiosa ou ateia, ou de qualquer outra natureza. A escola é um lugar para o debate livre das ideias, e não para o proselitismo.
Todo conhecimento é socialmente construído e, portanto, a aventura humana, por definição, nunca é neutra ou isenta de valores. A saída é discutir e chegar a um consenso sobre o que precisa ser apresentado ao aluno, e não vigiar e punir.
Doutrinar é expor ideias e opiniões com o propósito de convencer o outro. A todo bom professor cabe estimular o confronto de ideias e o livre pensar, inclusive expressando seu ponto de vista, mas não catequizar – uma linha fina que exige discernimento constante.
O mundo é diverso em múltiplos aspectos, e a escola é o lugar adequado para que essa diversidade seja discutida livremente. A melhor escola ainda é a que faz pensar – sem proselitismo.
(Fernando Molica, Luisa Bustamante e Maria Clara Vieira,
Meia-volta, volver. Veja, 14.11.2018. Adaptado)
. As palavras “acirradas” (1º parágrafo) e “retrógradas”
(2º parágrafo) têm antônimos, respectivamente, em: