Ao refletir sobre o projeto político-pedagógico como indicador de diversidades, Resende (1998) indaga: “como
pensar e atuar na escola pública de que se espera a
construção coletiva de projeto que traduza seus rumos e
seus princípios?”. Ela responde afirmando que “primeiramente a escola contemporânea deve priorizar a competência para a autonomia de decisão (...) para o exercício
do aprendizado do espaço coletivo, cuja diversidade e
cujo multiculturalismo constituem-se em componentes
inerentes”. Todavia, a autora entende que, antes mesmo
de se buscar sistematizar o projeto político-pedagógico,
é indispensável
Numa situação de aprendizagem desenvolvida em uma
turma de crianças de seis anos, nos primeiros dias do
ano letivo, a professora pede que as crianças digam palavras que do ponto de vista sonoro combinam com a
palavra “mamão”. As crianças respondem: “laranja, abacaxi, manga, banana” (Brasil, 2009). Acerca do desenvolvimento da consciência fonológica dessas crianças, a
partir da situação relatada, é correto afirmar que
Na percepção de Jussara Hoffman, há dois princípios
presentes em uma avaliação enquanto mediação: o do
acompanhamento reflexivo e o do diálogo. Todavia, segundo ela, alguns professores questionam sobre como
podem acompanhar os alunos e dialogar com eles, considerando o número de alunos com que trabalham e o reduzido tempo que permanecem com as turmas. Em uma
investigação sobre o significado do termo acompanhar,
a autora relata que 29 professores, dentre 32 respondentes, disseram que acompanhavam os alunos todos
os dias, continuamente, em todas as situações de sala
de aula. Entretanto, todos os 32 professores definiram
avaliação por verificação de resultados alcançados. Isso
significa que há equívocos no entendimento dos termos
acompanhamento e diálogo no que tange à avaliação.
De acordo com Jussara Hoffman, a avaliação enquanto
relação dialógica significa
O professor, como qualquer ser humano, tende a encaixar uma situação nova aos seus melhores esquemas de
trabalho, e o habitual, nos cursos de formação continuada, é o “receituário” (Mantoan, 2001). Para a autora, nos
projetos de aprimoramento e atualização, é fundamental
Fontana (1996) se vale dos estudos de Vygotsky para tratar
da gênese social da conceitualização. Vygotsky afirma que
todas as funções mentais superiores são relações sociais
interiorizadas. Entre as formas superiores de ação consciente, destaca-se a elaboração conceitual, como um modo culturalmente desenvolvido de os indivíduos refletirem cognitivamente suas experiências. Com fundamento em Vygotsky,
Fontana (1996) assevera que tal elaboração resulta
Se entendermos que currículo é o que fica, o internalizado, independentemente do prescrito na esfera oficial,
então, com efeito, o que influi na vida escolar dos alunos
é o currículo real. A consideração deste currículo, ao lado
do oficial, no planejamento pedagógico curricular leva a
escola e os professores a confrontarem a cultura elaborada do currículo formal com as situações de fato vividas
no ambiente escolar e nas salas de aulas (Libâneo, 2003).
Por essa razão, de acordo com o autor, é importante insistir no entendimento da cultura da escola, ou seja, a cultura
Delia Lerner (2002) se vale do conceito de “contrato didático”, elaborado por G. Brousseau, para evidenciar como
o tipo de relação estabelecida entre professores e alunos
imprime características específicas ao processo de compreensão do que se lê. Segundo a autora, um aspecto
essencial que Brousseau sublinha ao definir a noção de
“contrato” é que este compromete não apenas o professor e os alunos como também
Jófoli (2002) se interroga a respeito do papel que o professor desempenha na construção do conhecimento.
Para refletir acerca dessa questão, ela lança mão dos estudos de Piaget e Vygotsky. Em alguns aspectos, esses
dois teóricos divergem. Todavia, de acordo com a autora,
eles partilham algumas concepções em comum, como,
por exemplo, que
Vasconcellos (2002) faz uma crítica à metodologia expositiva ao afirmar que precisamos estar muito atentos à
questão da educação tradicional, já que a crítica a ela
começou há pelo menos 200 anos e até hoje pode ser
observada nas práticas pedagógicas. Para ele, devemos
recorrer não apenas à sua crítica teórica, mas, sobretudo,
à sua crítica prática, superando suas contradições através da construção de novas práticas. No entendimento
do autor, há necessidade de a educação tradicional ser
bem analisada, pois pode significar
De acordo com Auad (2016), nos Estados Unidos e nos
países do norte da Europa vinculados ao protestantismo,
a prática da escola mista foi implantada já no século XIX.
Porém, na maioria dos países europeus vinculados
ao catolicismo, a escola mista despertava, ainda no século XX, oposição e era prática minoritária nos sistemas de
ensino. No Brasil, a maioria das pesquisas sobre relações
de gênero não contempla a discussão da escola mista. A
autora prossegue afirmando que chegar a esse conjunto
de ideias foi possível graças às informações sobre a história da educação conjunta de meninos e meninas. Nesse sentido, o conhecimento histórico é importante, pois