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Encontradas 3605 questões

Uma folha de papel-cartão com 66 cm de comprimento por 48 cm de largura foi totalmente dividida em quadradinhos iguais e de maior lado possível.

Sabendo que 78  desses quadradinhos foram utilizados na confecção de um mosaico, o número de quadradinhos não utilizados foi igual a:

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Uma professora preparou determinado número de fichas coloridas para uma atividade pedagógica, sendo que 35  dessas fichas eram azuis. Entre as demais fichas, 34  eram amarelas e as outras 15 fichas eram verdes. 

O número de fichas amarelas era igual a:

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Considere o texto a seguir.

A decisão do STF diz respeito ______ que se convencionou chamar de “assédio judicial” e visa ______ a Constituição, segundo ______ qual está assegurado o direito a informação confiável. 

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.

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Texto associado
Ao considerar inconstitucional o assédio judicial contra jornalistas e veículos de comunicação, o Supremo Tribunal Federal (STF) contribuiu para preservar a liberdade de imprensa, pilar fundamental de qualquer democracia. Esse assédio acontece quando contrariados por reportagens impetram ações judiciais em série em diferentes locais contra jornalistas ou empresas, com o objetivo de constrangê-los, onerá-los ou impedi-los de exercer a profissão.
Os ministros decidiram que, quando ficar caracterizado o assédio judicial, o alvo das ações poderá solicitar à Justiça a reunião de todas na cidade onde mora. A pulverização por diferentes comarcas, geralmente orquestrada, é estratégia infelizmente comum para intimidar jornalistas. Eles são obrigados a se deslocar para acompanhar audiências, muitas vezes em cidades distantes. Se não comparecem, as ações podem ser julgadas à revelia.
Os que tentam cercear a imprensa por meio dessa prática se aproveitam de um instrumento democrático legítimo, os Juizados Especiais Cíveis (JECs), que surgiram para facilitar o acesso do cidadão à Justiça. O problema não está nos JECs, mas no abuso deles para perseguir o jornalismo.
O ministro Edson Fachin afirmou que a decisão trata “de evitar os efeitos nefastos da restauração indireta de um procedimento de censura e autocensura”. A ministra Cármen Lúcia ressaltou o papel da liberdade de informação na democracia: “Assédio judicial contra jornalista tem sim um diferencial, porque a imprensa tem um diferencial no seu desempenho. A democracia é caudatária de uma imprensa livre e independente”.
Essa decisão do STF é importante para assegurar a liberdade de imprensa. Profissionais e veículos de comunicação acossados por uma infinidade de ações — cujo único objetivo é retaliar reportagens investigativas e seus autores — poderiam se sentir intimidados na hora de apurar e noticiar fatos de interesse público que desagradem a certos grupos. Ao estabelecer que jornalistas só têm responsabilidade civil em “caso inequívoco de dolo ou culpa grave”, a Corte também desestimula ações de reparação destinadas a restringir o trabalho do jornalismo profissional. Uma imprensa sem mordaças é condição inegociável de toda democracia.
(O Globo. Editorial: STF reafirma liberdade de imprensa ao coibir assédio judicial a jornalistas. 25/05/2024. Adaptado)

Considere o trecho do 5º parágrafo: 

  • • Essa decisão do STF é importante para assegurar a liberdade de imprensa. Profissionais e veículos de comunicação acossados por uma infinidade de ações (...) poderiam se sentir intimidados na hora de apurar e noticiar fatos de interesse público que desagradem a certos grupos. 

Mantendo o sentido original, as duas frases do trecho poderiam ser unidas pela conjunção

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Ao considerar inconstitucional o assédio judicial contra jornalistas e veículos de comunicação, o Supremo Tribunal Federal (STF) contribuiu para preservar a liberdade de imprensa, pilar fundamental de qualquer democracia. Esse assédio acontece quando contrariados por reportagens impetram ações judiciais em série em diferentes locais contra jornalistas ou empresas, com o objetivo de constrangê-los, onerá-los ou impedi-los de exercer a profissão.
Os ministros decidiram que, quando ficar caracterizado o assédio judicial, o alvo das ações poderá solicitar à Justiça a reunião de todas na cidade onde mora. A pulverização por diferentes comarcas, geralmente orquestrada, é estratégia infelizmente comum para intimidar jornalistas. Eles são obrigados a se deslocar para acompanhar audiências, muitas vezes em cidades distantes. Se não comparecem, as ações podem ser julgadas à revelia.
Os que tentam cercear a imprensa por meio dessa prática se aproveitam de um instrumento democrático legítimo, os Juizados Especiais Cíveis (JECs), que surgiram para facilitar o acesso do cidadão à Justiça. O problema não está nos JECs, mas no abuso deles para perseguir o jornalismo.
O ministro Edson Fachin afirmou que a decisão trata “de evitar os efeitos nefastos da restauração indireta de um procedimento de censura e autocensura”. A ministra Cármen Lúcia ressaltou o papel da liberdade de informação na democracia: “Assédio judicial contra jornalista tem sim um diferencial, porque a imprensa tem um diferencial no seu desempenho. A democracia é caudatária de uma imprensa livre e independente”.
Essa decisão do STF é importante para assegurar a liberdade de imprensa. Profissionais e veículos de comunicação acossados por uma infinidade de ações — cujo único objetivo é retaliar reportagens investigativas e seus autores — poderiam se sentir intimidados na hora de apurar e noticiar fatos de interesse público que desagradem a certos grupos. Ao estabelecer que jornalistas só têm responsabilidade civil em “caso inequívoco de dolo ou culpa grave”, a Corte também desestimula ações de reparação destinadas a restringir o trabalho do jornalismo profissional. Uma imprensa sem mordaças é condição inegociável de toda democracia.
(O Globo. Editorial: STF reafirma liberdade de imprensa ao coibir assédio judicial a jornalistas. 25/05/2024. Adaptado)

Considere os trechos a seguir. 

• … ações judiciais em série em diferentes locais contra jornalistas ou empresas, com o objetivo de constrangê-los, onerá-los ou impedi-los de exercer a profissão. (1º parágrafo) 

• Os que tentam cercear a imprensa por meio dessa prática se aproveitam de um instrumento democrático legítimo... (3º parágrafo) 

Os termos destacados têm, respectivamente, como sinônimos:

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Os ministros decidiram que, quando ficar caracterizado o assédio judicial, o alvo das ações poderá solicitar à Justiça a reunião de todas na cidade onde mora. A pulverização por diferentes comarcas, geralmente orquestrada, é estratégia infelizmente comum para intimidar jornalistas. Eles são obrigados a se deslocar para acompanhar audiências, muitas vezes em cidades distantes. Se não comparecem, as ações podem ser julgadas à revelia.
Os que tentam cercear a imprensa por meio dessa prática se aproveitam de um instrumento democrático legítimo, os Juizados Especiais Cíveis (JECs), que surgiram para facilitar o acesso do cidadão à Justiça. O problema não está nos JECs, mas no abuso deles para perseguir o jornalismo.
O ministro Edson Fachin afirmou que a decisão trata “de evitar os efeitos nefastos da restauração indireta de um procedimento de censura e autocensura”. A ministra Cármen Lúcia ressaltou o papel da liberdade de informação na democracia: “Assédio judicial contra jornalista tem sim um diferencial, porque a imprensa tem um diferencial no seu desempenho. A democracia é caudatária de uma imprensa livre e independente”.
Essa decisão do STF é importante para assegurar a liberdade de imprensa. Profissionais e veículos de comunicação acossados por uma infinidade de ações — cujo único objetivo é retaliar reportagens investigativas e seus autores — poderiam se sentir intimidados na hora de apurar e noticiar fatos de interesse público que desagradem a certos grupos. Ao estabelecer que jornalistas só têm responsabilidade civil em “caso inequívoco de dolo ou culpa grave”, a Corte também desestimula ações de reparação destinadas a restringir o trabalho do jornalismo profissional. Uma imprensa sem mordaças é condição inegociável de toda democracia.
(O Globo. Editorial: STF reafirma liberdade de imprensa ao coibir assédio judicial a jornalistas. 25/05/2024. Adaptado)

Assinale a alternativa em que os dois trechos expressam a opinião do jornal a respeito do tema tratado.

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Os ministros decidiram que, quando ficar caracterizado o assédio judicial, o alvo das ações poderá solicitar à Justiça a reunião de todas na cidade onde mora. A pulverização por diferentes comarcas, geralmente orquestrada, é estratégia infelizmente comum para intimidar jornalistas. Eles são obrigados a se deslocar para acompanhar audiências, muitas vezes em cidades distantes. Se não comparecem, as ações podem ser julgadas à revelia.
Os que tentam cercear a imprensa por meio dessa prática se aproveitam de um instrumento democrático legítimo, os Juizados Especiais Cíveis (JECs), que surgiram para facilitar o acesso do cidadão à Justiça. O problema não está nos JECs, mas no abuso deles para perseguir o jornalismo.
O ministro Edson Fachin afirmou que a decisão trata “de evitar os efeitos nefastos da restauração indireta de um procedimento de censura e autocensura”. A ministra Cármen Lúcia ressaltou o papel da liberdade de informação na democracia: “Assédio judicial contra jornalista tem sim um diferencial, porque a imprensa tem um diferencial no seu desempenho. A democracia é caudatária de uma imprensa livre e independente”.
Essa decisão do STF é importante para assegurar a liberdade de imprensa. Profissionais e veículos de comunicação acossados por uma infinidade de ações — cujo único objetivo é retaliar reportagens investigativas e seus autores — poderiam se sentir intimidados na hora de apurar e noticiar fatos de interesse público que desagradem a certos grupos. Ao estabelecer que jornalistas só têm responsabilidade civil em “caso inequívoco de dolo ou culpa grave”, a Corte também desestimula ações de reparação destinadas a restringir o trabalho do jornalismo profissional. Uma imprensa sem mordaças é condição inegociável de toda democracia.
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Com base nas informações do texto, é correto afirmar que a decisão do STF

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Assinale a alternativa em que a frase – Eu vou sentir o peso da lei – (1º quadro) foi reescrita em conformidade com a norma-padrão de emprego e colocação pronominal.

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A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu efeito de humor deriva, sobretudo,

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Na história recente da educação, é comum ouvir a respeito de distúrbios, transtornos, dificuldades ou problemas de aprendizagem para designar os alunos que não apresentam o desenvolvimento esperado. A introdução de tais termos no cotidiano das pessoas tem gerado uma crescente banalização deles, de modo que as pessoas que deles se valem nem sempre têm conhecimento de seu significado.
A expressão “distúrbios de aprendizagem” se refere claramente a um quadro patológico gerado por uma alteração drástica na ordem natural do processo de aprendizagem, estando o problema diretamente centrado no aluno, ou seja, naquele que aprende ou, nesse caso, deveria aprender. A utilização desse e de termos semelhantes atribui um problema médico, um diagnóstico de doença e de cunho unicamente biológico ao aluno que apresenta dificuldades em relação ao seu processo de aprendizado, excluindo os demais fatores que podem, muitas vezes, estar presentes e interferir no processo de ensino e aprendizagem.
É comum ainda, no ambiente escolar, entre os professores, haver comentários acerca dos seus alunos considerados diferentes, passando suas impressões e percepções a respeito deles para outros professores, que podem acabar assumindo aquelas opiniões como verdades absolutas e inquestionáveis, pautando suas ações perante aquele aluno pelas informações advindas de outros professores, o que a psicóloga e pesquisadora Maria Helena de Souza Patto nomeou como “profecias autorrealizadoras”.
(Débora Cristina Fonseca; Paula Emmerich Maldonado. Distúrbios de aprendizagem e fracasso escolar na visão de professores e licenciandos. In: Psicologia da Educação. no 50, São Paulo jan./jun. 2020. Adaptado)

No trecho – É comum ainda, no ambiente escolar, entre os professores, haver comentários acerca dos seus alunos considerados diferentes… – (3º parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída, em conformidade com a norma-padrão e sem prejuízo do sentido original, por:

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Na história recente da educação, é comum ouvir a respeito de distúrbios, transtornos, dificuldades ou problemas de aprendizagem para designar os alunos que não apresentam o desenvolvimento esperado. A introdução de tais termos no cotidiano das pessoas tem gerado uma crescente banalização deles, de modo que as pessoas que deles se valem nem sempre têm conhecimento de seu significado.
A expressão “distúrbios de aprendizagem” se refere claramente a um quadro patológico gerado por uma alteração drástica na ordem natural do processo de aprendizagem, estando o problema diretamente centrado no aluno, ou seja, naquele que aprende ou, nesse caso, deveria aprender. A utilização desse e de termos semelhantes atribui um problema médico, um diagnóstico de doença e de cunho unicamente biológico ao aluno que apresenta dificuldades em relação ao seu processo de aprendizado, excluindo os demais fatores que podem, muitas vezes, estar presentes e interferir no processo de ensino e aprendizagem.
É comum ainda, no ambiente escolar, entre os professores, haver comentários acerca dos seus alunos considerados diferentes, passando suas impressões e percepções a respeito deles para outros professores, que podem acabar assumindo aquelas opiniões como verdades absolutas e inquestionáveis, pautando suas ações perante aquele aluno pelas informações advindas de outros professores, o que a psicóloga e pesquisadora Maria Helena de Souza Patto nomeou como “profecias autorrealizadoras”.
(Débora Cristina Fonseca; Paula Emmerich Maldonado. Distúrbios de aprendizagem e fracasso escolar na visão de professores e licenciandos. In: Psicologia da Educação. no 50, São Paulo jan./jun. 2020. Adaptado)

Assinale a alternativa em que um trecho do texto foi reescrito em conformidade com a norma-padrão de concordância.

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Na história recente da educação, é comum ouvir a respeito de distúrbios, transtornos, dificuldades ou problemas de aprendizagem para designar os alunos que não apresentam o desenvolvimento esperado. A introdução de tais termos no cotidiano das pessoas tem gerado uma crescente banalização deles, de modo que as pessoas que deles se valem nem sempre têm conhecimento de seu significado.
A expressão “distúrbios de aprendizagem” se refere claramente a um quadro patológico gerado por uma alteração drástica na ordem natural do processo de aprendizagem, estando o problema diretamente centrado no aluno, ou seja, naquele que aprende ou, nesse caso, deveria aprender. A utilização desse e de termos semelhantes atribui um problema médico, um diagnóstico de doença e de cunho unicamente biológico ao aluno que apresenta dificuldades em relação ao seu processo de aprendizado, excluindo os demais fatores que podem, muitas vezes, estar presentes e interferir no processo de ensino e aprendizagem.
É comum ainda, no ambiente escolar, entre os professores, haver comentários acerca dos seus alunos considerados diferentes, passando suas impressões e percepções a respeito deles para outros professores, que podem acabar assumindo aquelas opiniões como verdades absolutas e inquestionáveis, pautando suas ações perante aquele aluno pelas informações advindas de outros professores, o que a psicóloga e pesquisadora Maria Helena de Souza Patto nomeou como “profecias autorrealizadoras”.
(Débora Cristina Fonseca; Paula Emmerich Maldonado. Distúrbios de aprendizagem e fracasso escolar na visão de professores e licenciandos. In: Psicologia da Educação. no 50, São Paulo jan./jun. 2020. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado foi empregado em sentido figurado.

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Em – ... a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado... – (2º parágrafo), a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo pelo qual foi empregada em:

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Quando o cego, em reunião na casa dum amigo, disse que gostaria de viver numa cidade cuja temperatura oscilasse entre quinze e vinte graus e cujo céu todos os dias fosse azul, ninguém sentiu vontade de sorrir. Nem cheguei a sentir um alegre arrepio de tristeza. Ele falou com a voz clara e cheia de sentido. Nós todos entendemos, entendemos de repente um espaço emocional extraordinário, que desconhecíamos: o azul do céu não é uma cor, mas uma qualidade do mundo, uma luminosidade de todos os sentidos, uma fragrância, um ar mais delicado, um concerto de sons, uma transparência do universo.
Nos dias cinzentos, o mundo é opaco e áspero; as pessoas falam com um timbre de voz mais rouco e inquieto; os pássaros não cantam; a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado. O cego desejava que todos os dias fossem azuis; precisava dos dias azuis mais do que nós, os distraídos na multiplicidade do mundo, dispersados em tantas sensações supérfluas. Um poeta disse uma vez que Deus é azul. Não creio. Mas creio nos poetas. Creio nos cegos. Creio no azul.
(Paulo Mendes Campos. Palavras pessoais. 05.11.1960. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em 24.06.2024)

O trecho – ... gostaria de viver numa cidade cuja temperatura oscilasse entre quinze e vinte graus e cujo céu todos os dias fosse azul... – (1º parágrafo) pode ser assim reescrito, em conformidade com a norma-padrão de regência e de emprego de pronomes:

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Quando o cego, em reunião na casa dum amigo, disse que gostaria de viver numa cidade cuja temperatura oscilasse entre quinze e vinte graus e cujo céu todos os dias fosse azul, ninguém sentiu vontade de sorrir. Nem cheguei a sentir um alegre arrepio de tristeza. Ele falou com a voz clara e cheia de sentido. Nós todos entendemos, entendemos de repente um espaço emocional extraordinário, que desconhecíamos: o azul do céu não é uma cor, mas uma qualidade do mundo, uma luminosidade de todos os sentidos, uma fragrância, um ar mais delicado, um concerto de sons, uma transparência do universo.
Nos dias cinzentos, o mundo é opaco e áspero; as pessoas falam com um timbre de voz mais rouco e inquieto; os pássaros não cantam; a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado. O cego desejava que todos os dias fossem azuis; precisava dos dias azuis mais do que nós, os distraídos na multiplicidade do mundo, dispersados em tantas sensações supérfluas. Um poeta disse uma vez que Deus é azul. Não creio. Mas creio nos poetas. Creio nos cegos. Creio no azul.
(Paulo Mendes Campos. Palavras pessoais. 05.11.1960. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em 24.06.2024)

Na crônica, é possível identificar uma intenção expressiva do autor por meio de recursos como

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Quando o cego, em reunião na casa dum amigo, disse que gostaria de viver numa cidade cuja temperatura oscilasse entre quinze e vinte graus e cujo céu todos os dias fosse azul, ninguém sentiu vontade de sorrir. Nem cheguei a sentir um alegre arrepio de tristeza. Ele falou com a voz clara e cheia de sentido. Nós todos entendemos, entendemos de repente um espaço emocional extraordinário, que desconhecíamos: o azul do céu não é uma cor, mas uma qualidade do mundo, uma luminosidade de todos os sentidos, uma fragrância, um ar mais delicado, um concerto de sons, uma transparência do universo.
Nos dias cinzentos, o mundo é opaco e áspero; as pessoas falam com um timbre de voz mais rouco e inquieto; os pássaros não cantam; a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado. O cego desejava que todos os dias fossem azuis; precisava dos dias azuis mais do que nós, os distraídos na multiplicidade do mundo, dispersados em tantas sensações supérfluas. Um poeta disse uma vez que Deus é azul. Não creio. Mas creio nos poetas. Creio nos cegos. Creio no azul.
(Paulo Mendes Campos. Palavras pessoais. 05.11.1960. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em 24.06.2024)

A partir da leitura da crônica, é correto afirmar que as pessoas não sentiram vontade de sorrir das palavras do cego porque

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A professora Giovana deverá trabalhar com a sua turma de terceiro ano do Ensino Fundamental, ao longo do ano letivo, a elaboração de diferentes gêneros escritos. A docente, para fundamentar o seu trabalho, consultou a obra Gêneros orais e escritos na escola (Scheneuwly e Dolz, 2004), na qual leu que cada esfera de troca social elabora tipos relativamente estáveis de enunciados: os gêneros. De acordo com a referida obra, considerado o aspecto tipológico, entre os textos da capacidade de linguagem dominante relacionados à cultura literária ficcional narrar, são considerados exemplos de gêneros orais ou escritos:

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Em O trabalho do professor na educação infantil, Oliveira, Maranhão e Abbud (2012) escrevem sobre a importância do brincar e, à luz da teoria de Vygotsky, refletem sobre a importância da brincadeira na escola. De acordo com as autoras, é correto afirmar que

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Camargo et alii (in: Nacarato e Custódio, 2018) afirmam que, de acordo com Van de Walle, o pensamento algébrico penetra toda a matemática e faz parte de nosso cotidiano, e que a capacidade de prestar atenção e observar as regularidades existentes no nosso cotidiano leva-nos a fazer generalizações e aplicá-las a outras situações. As autoras afirmam que, na educação infantil,

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O Currículo Jundiaiense da Educação Infantil descreve certo instrumento, construído num trabalho contínuo e participativo, que “retrata o Projeto Político-Pedagógico, evidenciando o que acontece nas diferentes ações, possibilitando a reflexão sobre a prática pedagógica, compondo uma parte significativa do processo de planejamento, estudo, pesquisa, organização e avaliação, que irão refletir diretamente nas experiências e aprendizagens das crianças.” Além disso, esse instrumento “tem como objetivo fortalecer o elo de parceria entre a comunidade e a escola, à medida que vai registrando parte da história daquelas famílias e sua participação, garantindo a elas o sentimento de pertencimento. Todos da escola participam da sua construção, pois é o trabalho coletivo desenvolvido que será expresso no documento.” De acordo com o Currículo Jundiaiense, esse instrumento é denominado

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