Questões de Português sobre Modalidades de discurso

Resolva questões de concursos de Português sobre Modalidades de discurso e acompanhe sua evolução com questões de provas anteriores.

Estude agora
Texto associado
Crônica da conexão
Um doido dia resolveu mudar e o dia doido era eu. Tomei uma decisão: Eu não quero me conectar. Hoje eu quero um afastamento da tela do celular, da televisão, das redes sociais. Há de haver algum lugar no espaço ao meu alcance onde a conexão seja natural e não dependa de senhas. Assim como o sol quando eu olho ao sentir o brilho e percebo o relento. Preciso de uma conexão no meu espaço físico, na quantidade dos livros guardados chorando por mim. Conectar com histórias contadas em verso e prosa que eu abandonei há sete meses, e hoje é o dia do encontro. Ou reencontro, ou muito encanto. A gente precisou muito da conexão no caos diário, mas a gente se esgota. Pira, estranha, chora, e de repente a conexão se fez diferente. Dei um basta. Respirei. Reaprendi a dialogar com as pessoas da minha vida real: filho, marido, cachorro, barulhos brandos, vozes, era nossa vez de escutar nosso cotidiano. E fazer planos, e cantar e sonhar. Nos reconectar e nos sentir vivos. Mas voltei para minha conexão virtual de todos os dias. Minha irmã usa apenas mensagem de áudio pra se comunicar. Por causa da minha irmã, minha filha, minha tia, eu me reconecto. Por carinho à causa. Um dia desses em que eu resolvi não olhar notificações, recebi um áudio: - Você não usa o telefone? Era minha irmã, sentindo minha falta. - Você quer falar comigo pelo telefone? Perguntei preocupada. Quero falar com você por aqui mesmo. Pra gente conversar muito. Comecei a conversar com ela quatro, cinco vezes pelo WhatsApp navegável. Do jeitinho que ela gosta. É amor. E de amor estamos todos precisando. Em doses cavalares.
Que restabeleça em mim a importância da conexão. Sem nunca perder a vontade de se desconectar por alguns momentos.
MODESTO, Sandra. Crônica da conexão. Revista Cult. Disponível em <https://revistacult.uol.com.br/home/cronica-da-conexao/>.

O texto “Crônica da conexão” é apresentado predominantemente na:

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!

Escolha quais comentários gostaria de ver

Carregando marcador...

COMO A MIA PODE AJUDAR?

🔒 Tire sua dúvidaDisponível nos planos pagos.
🔒 Plano de revisãoUtilize a MIA para gerar um plano de revisão com base no seu desempenho na plataforma.
Texto associado
Observe um trecho do discurso parlamentar do então deputado Carlos Lacerda sobre o projeto de fixar-se o texto da carta-testamento de Getúlio Vargas nas escolas públicas de São Paulo:

“Sr. Presidente:
O texto dessa carta, seja ela apócrifa ou não, é um texto de luta política, é um texto de pronunciamento apaixonado que se atribui a um homem no momento culminante da sua vida, isto é, no momento em que deliberou dar-se morte por suas próprias mãos. É um texto de paixão, é um texto de violência, é um texto que consagra o suicídio como norma para a decisão da vida de um homem. É, portanto, um texto, embora de autenticidade duvidosa, ou ainda que autêntico, diria mesmo, precisamente se autêntico, capaz de merecer o respeito até dos adversários daquele a quem se atribui a autoria, mas nunca para ser afixado e, muito menos, obrigatoriamente, nas escolas públicas de uma cidade de qualquer país. Porque: primeiro, o texto dessa carta faz o elogio do suicídio, o que não é, evidentemente, ensinamento a legar, ou a impor, ainda menos a impor, às crianças que frequentam as escolas públicas de uma cidade; segundo, é um texto de combate, de polêmica política, é um texto de violento revide, num momento de paixões desencadeadas dentro de uma situação histórica determinada. Não é o documento básico de uma nação. [....] É um texto, repito, cuja autenticidade está por ser demonstrada; mas, demonstrada que fosse ou venha a ser, não é, certamente, um texto para figurar nas paredes das escolas públicas. Primeiro, porque faz o elogio, faz a apologia da violência contra o próprio corpo pelo suicídio, solução extrema, solução que respeito, mas que não posso ver recomendada às crianças do meu País. E, ainda, porque o seu contexto, impregnado de paixão, digamos legítima - aceitemos -, de paixão compreensível, de revide mais do que respeitável até, mas de revide em todo o caso, não deve figurar à porta sacrossanta das escolas em que se forma a mentalidade das crianças brasileiras.”

Abaixo estão cinco períodos do discurso de Carlos Lacerda. Assinale a opção em que o período apresenta um problema de estruturação.

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!

Escolha quais comentários gostaria de ver

Carregando marcador...

COMO A MIA PODE AJUDAR?

🔒 Tire sua dúvidaDisponível nos planos pagos.
🔒 Plano de revisãoUtilize a MIA para gerar um plano de revisão com base no seu desempenho na plataforma.
Texto associado
Observe um trecho do discurso parlamentar do então deputado Carlos Lacerda sobre o projeto de fixar-se o texto da carta-testamento de Getúlio Vargas nas escolas públicas de São Paulo:

“Sr. Presidente:
O texto dessa carta, seja ela apócrifa ou não, é um texto de luta política, é um texto de pronunciamento apaixonado que se atribui a um homem no momento culminante da sua vida, isto é, no momento em que deliberou dar-se morte por suas próprias mãos. É um texto de paixão, é um texto de violência, é um texto que consagra o suicídio como norma para a decisão da vida de um homem. É, portanto, um texto, embora de autenticidade duvidosa, ou ainda que autêntico, diria mesmo, precisamente se autêntico, capaz de merecer o respeito até dos adversários daquele a quem se atribui a autoria, mas nunca para ser afixado e, muito menos, obrigatoriamente, nas escolas públicas de uma cidade de qualquer país. Porque: primeiro, o texto dessa carta faz o elogio do suicídio, o que não é, evidentemente, ensinamento a legar, ou a impor, ainda menos a impor, às crianças que frequentam as escolas públicas de uma cidade; segundo, é um texto de combate, de polêmica política, é um texto de violento revide, num momento de paixões desencadeadas dentro de uma situação histórica determinada. Não é o documento básico de uma nação. [....] É um texto, repito, cuja autenticidade está por ser demonstrada; mas, demonstrada que fosse ou venha a ser, não é, certamente, um texto para figurar nas paredes das escolas públicas. Primeiro, porque faz o elogio, faz a apologia da violência contra o próprio corpo pelo suicídio, solução extrema, solução que respeito, mas que não posso ver recomendada às crianças do meu País. E, ainda, porque o seu contexto, impregnado de paixão, digamos legítima - aceitemos -, de paixão compreensível, de revide mais do que respeitável até, mas de revide em todo o caso, não deve figurar à porta sacrossanta das escolas em que se forma a mentalidade das crianças brasileiras.”

O texto mostra um conjunto de segmentos que funcionam como argumentos contrários à afixação nas escolas públicas de São Paulo da carta deixada por Getúlio Vargas no dia em que se suicidou. Assinale a opção que mostra o segmento que representa um contra-argumento.

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!

Escolha quais comentários gostaria de ver

Carregando marcador...

COMO A MIA PODE AJUDAR?

🔒 Tire sua dúvidaDisponível nos planos pagos.
🔒 Plano de revisãoUtilize a MIA para gerar um plano de revisão com base no seu desempenho na plataforma.

De acordo com Angela Kleiman (Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura, 2004), a modalização no texto corresponde a “expressões que indicam o grau de comprometimento do autor com a verdade, ou a justeza da informação, relativizando-a ou para mais, a certeza absoluta, ou para menos, a possibilidade mais remota.” Esta última torna a proposição não categórica, o que se comprova com a passagem:

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!

Escolha quais comentários gostaria de ver

Carregando marcador...

COMO A MIA PODE AJUDAR?

🔒 Tire sua dúvidaDisponível nos planos pagos.
🔒 Plano de revisãoUtilize a MIA para gerar um plano de revisão com base no seu desempenho na plataforma.
Texto associado
Professores do Brasil 

    Um estudo recente com o mesmo título desta coluna, lançado pela Unesco e pela Fundação Carlos Chagas, traz novas luzes sobre a profissão de professor no país. 
    Há boas notícias: uma maior diversidade entre os mestres e um número maior de inscritos em cursos de formação inicial. Mas, por trás desses fatos alvissareiros, aparece um desafio. 
    Na verdade, o aumento nas inscrições não reflete maior prestígio da carreira, afinal só 2,9% dos jovens brasileiros de 15 anos dizem desejar ser docentes da educação básica. 
    Na publicação, ressalta-se que 46% das matrículas se deram na modalidade de ensino a distância, o que é claramente inadequado para uma profissão que exige intensa conexão com a prática. 
    Ora, as competências para esse trabalho dificilmente podem ser desenvolvidas em um curso a distância. Seria o mesmo que esperar que um médico aprendesse a operar pacientes em cursos puramente teóricos e online. 
    Muitos dos cursos oferecidos o são por instituições privadas que não produzem pesquisas e contam com currículos dissociados da realidade da escola. Além disso, a oferta de licenciaturas noturnas, com carga horária diminuta, associada a um estágio tão curto quanto ritualístico, enfraquece a possibilidade de aprendizado efetivo. 
    Sabemos hoje que a qualidade do professor é o fator determinante para assegurar excelência com equidade, o que pode ter impactos não só nos próprios alunos como na melhoria da produtividade, há tanto tempo estagnada, e na diminuição da pobreza e da desigualdade social. 
    Assim, investir em atratividade da carreira, com salários competitivos e acesso mais seletivo à profissão, aprimorar a formação que professores recebem no ensino superior, vinculando-a com a prática e associando-a aos achados das pesquisas recentes, é não apenas urgente mas também o caminho para a construção de um país mais justo e desenvolvido. 
(Claudia Costin, “Professores do Brasil”. Em: Folha de S.Paulo, 17.05.2019. Adaptado)

De acordo com o texto, o aumento de inscrições para os cursos de formação inicial de professores

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!

Escolha quais comentários gostaria de ver

Carregando marcador...

COMO A MIA PODE AJUDAR?

🔒 Tire sua dúvidaDisponível nos planos pagos.
🔒 Plano de revisãoUtilize a MIA para gerar um plano de revisão com base no seu desempenho na plataforma.
Texto associado
Entendo que boa parte dos pais que optam por ensinar os filhos em casa está fugindo do confronto com a sociedade, e isso é negativo para todos. É no ambiente de pluralidade que as teses podem ser discutidas e que se aprendem a tolerância e o respeito na arte de divergir. O estágio atual de desenvolvimento científico e tecnológico foi atingido graças a um ambiente de intensas discussões e trocas de informações em nível global. Em nome da liberdade de escolher a melhor forma de ensinar os filhos, perde-se a habilidade, enquanto sociedade, de lidar com as ideias e opiniões dos outros, os que não são de nosso grupo de escolha. 
(Simone Hatakeyama, “do leitor”. Época, 17.06.2019)

O ponto de vista expresso permite concluir que a leitora da revista

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!

Escolha quais comentários gostaria de ver

Carregando marcador...

COMO A MIA PODE AJUDAR?

🔒 Tire sua dúvidaDisponível nos planos pagos.
🔒 Plano de revisãoUtilize a MIA para gerar um plano de revisão com base no seu desempenho na plataforma.
Texto associado
Em Atenas, um devedor, ao ter sua dívida cobrada pelo credor, primeiro pôs-se a pedir-lhe um adiamento, alegando estar com dificuldade. Como não o convenceu, trouxe uma porca, a única que possuía, e, na presença dele, colocou-a à venda. Então chegou um comprador e quis saber se a porca era parideira. Ele afirmou que ela não apenas paria, mas que ainda o fazia de modo extraordinário: para as festas da deusa Deméter, paria fêmeas e, para as de Atena, machos. E, como o comprador estivesse assombrado com a resposta, o credor disse: “Mas não se espante, pois nas festas do deus Dioniso ela também vai lhe parir cabritos.”
(Esopo. Fábulas completas. Tradução de Maria Celeste Dezotti. São Paulo: Cosac Naify, 2013, p. 22)

Ao ser transposto para o discurso direto, o trecho Ele afirmou que ela não apenas paria, mas que ainda o fazia de modo extraordinário assume a seguinte redação:  

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!

Escolha quais comentários gostaria de ver

Carregando marcador...

COMO A MIA PODE AJUDAR?

🔒 Tire sua dúvidaDisponível nos planos pagos.
🔒 Plano de revisãoUtilize a MIA para gerar um plano de revisão com base no seu desempenho na plataforma.

Pela leitura, temos que se trata de uma narrativa. Observa-se uso de discurso indireto, no trecho:

😭 Você errou!   Resposta: 😘 Parabéns! Você acertou!

Escolha quais comentários gostaria de ver

Carregando marcador...

COMO A MIA PODE AJUDAR?

🔒 Tire sua dúvidaDisponível nos planos pagos.
🔒 Plano de revisãoUtilize a MIA para gerar um plano de revisão com base no seu desempenho na plataforma.