O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, Lei Federal no
8.069/1990 – prevê em seu artigo 15 que a criança
e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à
dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos
e sociais garantidos na Constituição e nas leis. O artigo 17
do ECA estabelece que o direito ao respeito consiste na
A Resolução CNE/CEB no
07/2010 fixa as diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove)
anos a serem observadas na organização curricular dos
sistemas de ensino e de suas unidades escolares. De
acordo com essa Resolução, os sistemas de ensino e as
escolas adotarão, como norteadores das políticas educativas e das ações pedagógicas, os princípios
Sobre o ensino e a aprendizagem de educação física
no primeiro ciclo, os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN’s) preconizam que é função do professor dar oportunidade para que os alunos tenham uma variedade de
atividades em que diferentes competências sejam exercidas e as diferenças individuais sejam valorizadas e respeitadas. Um outro aspecto dessa mesma questão que
merece destaque neste ciclo é a diferença entre as competências de meninos e meninas. Normalmente, ao ingressar na escola, os meninos tiveram mais experiências
corporais, principalmente no que se refere ao manuseio
de bolas e em atividades que demandam força e velocidade (Parâmetros Curriculares Nacionais: educação física). Nesse documento, defende-se que tais diferenças se
devem a razões
Numa situação de aprendizagem desenvolvida em uma
turma de crianças de seis anos, nos primeiros dias do
ano letivo, a professora pede que as crianças digam palavras que do ponto de vista sonoro combinam com a
palavra “mamão”. As crianças respondem: “laranja, abacaxi, manga, banana” (Brasil, 2009). Acerca do desenvolvimento da consciência fonológica dessas crianças, a
partir da situação relatada, é correto afirmar que
Para compreender a natureza dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), é necessário situá-los em relação
a quatro níveis de concretização curricular, considerando a estrutura do sistema educacional brasileiro. Os
Parâmetros Curriculares Nacionais constituem o primeiro nível de concretização curricular. O segundo nível de
concretização diz respeito às propostas curriculares dos
Estados e Municípios. O terceiro nível de concretização
refere-se à elaboração da proposta curricular de cada
instituição escolar, contextualizada na discussão de seu
projeto educativo. O quarto nível de concretização curricular é o momento da realização da programação das atividades de ensino e aprendizagem na sala de aula. Acerca da natureza e função dos PCN’s, é correto afirmar que
Na percepção de Jussara Hoffman, há dois princípios
presentes em uma avaliação enquanto mediação: o do
acompanhamento reflexivo e o do diálogo. Todavia, segundo ela, alguns professores questionam sobre como
podem acompanhar os alunos e dialogar com eles, considerando o número de alunos com que trabalham e o reduzido tempo que permanecem com as turmas. Em uma
investigação sobre o significado do termo acompanhar,
a autora relata que 29 professores, dentre 32 respondentes, disseram que acompanhavam os alunos todos
os dias, continuamente, em todas as situações de sala
de aula. Entretanto, todos os 32 professores definiram
avaliação por verificação de resultados alcançados. Isso
significa que há equívocos no entendimento dos termos
acompanhamento e diálogo no que tange à avaliação.
De acordo com Jussara Hoffman, a avaliação enquanto
relação dialógica significa
O professor, como qualquer ser humano, tende a encaixar uma situação nova aos seus melhores esquemas de
trabalho, e o habitual, nos cursos de formação continuada, é o “receituário” (Mantoan, 2001). Para a autora, nos
projetos de aprimoramento e atualização, é fundamental
Fontana (1996) se vale dos estudos de Vygotsky para tratar
da gênese social da conceitualização. Vygotsky afirma que
todas as funções mentais superiores são relações sociais
interiorizadas. Entre as formas superiores de ação consciente, destaca-se a elaboração conceitual, como um modo culturalmente desenvolvido de os indivíduos refletirem cognitivamente suas experiências. Com fundamento em Vygotsky,
Fontana (1996) assevera que tal elaboração resulta
Se entendermos que currículo é o que fica, o internalizado, independentemente do prescrito na esfera oficial,
então, com efeito, o que influi na vida escolar dos alunos
é o currículo real. A consideração deste currículo, ao lado
do oficial, no planejamento pedagógico curricular leva a
escola e os professores a confrontarem a cultura elaborada do currículo formal com as situações de fato vividas
no ambiente escolar e nas salas de aulas (Libâneo, 2003).
Por essa razão, de acordo com o autor, é importante insistir no entendimento da cultura da escola, ou seja, a cultura
Delia Lerner (2002) se vale do conceito de “contrato didático”, elaborado por G. Brousseau, para evidenciar como
o tipo de relação estabelecida entre professores e alunos
imprime características específicas ao processo de compreensão do que se lê. Segundo a autora, um aspecto
essencial que Brousseau sublinha ao definir a noção de
“contrato” é que este compromete não apenas o professor e os alunos como também