Perrenoud menciona que a escola trata todos os alunos
como iguais em direitos e deveres, ao passo que eles
estão desigualmente dispostos e preparados a tirar partido de uma formação padrão. Para ele, a reprovação é
uma diferenciação rudimentar, que degrada a autoestima
e se mostra globalmente pouco eficaz. Perrenoud propõe ciclos de aprendizagem, associando-os à luta contra
o fracasso escolar por meio de pedagogia diferenciada,
insistindo sobre uma ruptura com os recortes em anos,
sobre novas formas de avaliação, sobre a distância a
tomar dos programas e da padronização dos percursos.
Tais ciclos de aprendizagem, segundo o autor, ficariam
sob responsabilidade
No livro Didática da Matemática: reflexões psicopedagógicas, as autoras trazem diferentes situações de investigação com crianças. Em uma dessas situações, o pesquisador mostra os números 25 e 31 para duas crianças
e questiona: “Qual é o mais alto?”. Guillermo (6 anos,
primeira série) responde: “Este [apontando para o 31]”.
Já Yael responde: “A mim me parece que é este [apontando para o 25], porque tem um dois e um cinco e este
[apontando para o 31] tem um três e um um. Maiores são
estes números [mostrando os algarismos de 25]”. Sobre
essa situação, pode-se concluir que
A didática ocupa-se de estudar o aluno, o professor, o
saber e as inter-relações entre esses componentes dentro de um contexto caracterizado pela intencionalidade
de incidir em conhecimentos anteriores dos alunos para
fazê-los progredir. No livro Ensinar matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais: análise e propostas,
Moreno afirma que, dentro da didática da matemática, o
eixo central é a resolução de problemas. Com base na
autora, entendem-se por problemas dentro da didática da
matemática situações
Uma cena comum em nossas escolas são os estudantes
procurando suas notas em murais ou quadros de avisos.
De um modo geral, são os resultados de final de ano ou
de bimestre que irão informá-los sobre possíveis recuperações ou reprovações. Considerando o documento
Indagações sobre currículo: currículo e avaliação, pode-se inferir que a avaliação de que trata essa cena
No livro Educação Infantil: fundamentos e métodos,
Zilma de Oliveira aponta para a necessidade de se estabelecer uma aproximação com as famílias. Para isso, a
autora entende que
Em Escrever e ler: como as crianças aprendem e como o
professor pode ensiná-las a escrever e a ler, os autores
lembram que a escola foi criada para homogeneizar e
adaptar as crianças a um modelo social dominante, mas
hoje se exige da escola um avanço para a integração e
para uma cultura da diversidade, que viva as diferenças
como uma riqueza, não como obstáculo. O objetivo, segundo os autores, é que
Machado narra, em Educação Especial na Escola Inclusiva: Políticas, Paradigmas e Práticas, sua experiência à
frente da Coordenação de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis/SC, implantando, naquela rede municipal de ensino, novos serviços
de educação especial e modificando os que já existiam.
Segundo a autora, se a concepção educacional é inclusiva,
No livro Ler e escrever na escola: o real, o possível e o
necessário, Lerner dedica um capítulo para discutir como
transformar o ensino da leitura e da escrita na escola.
A autora apresenta desafios que implicam uma mudança profunda nas práticas escolares. Segundo Lerner, um
desses desafios é
Em Ciência, arte e jogo: projetos e atividades lúdicas na
educação infantil, o educador encontra inúmeras possibilidades de práticas pedagógicas. Em um dos projetos
relatados, Klisys retrata que a criança, por meio do faz
de conta, da repetição e da brincadeira, entra em contato com aquilo que estuda formalmente. Nesse sentido,
quando o professor coloca em prática uma abordagem
lúdica, vislumbra-se uma forma de trabalhar que considera os espaços para brincar integrados e articulados aos
espaços de aprendizagem. Assim, a autora defende que
o universo científico está intrinsecamente relacionado ao
universo lúdico, sendo urgente que a escola de Educação Infantil assuma uma concepção de ensino
Em seu capítulo no livro Jogo, brinquedo, brincadeira e
a educação, Marina Célia Moraes Dias discute a contraposição entre um ensino supostamente racional e um
ensino estético, sensorial, expressivo, verbal e não verbal. Em sua visão, as escolas usualmente dicotomizam e
reduzem os caminhos de apreensão do mundo em uma
aprendizagem mecânica e em relações congeladas. Para
a autora, a escola precisaria resgatar o trabalho com a
imaginação material, preocupando-se com a construção
de sistemas de representação, o que possibilitaria a construção do pensamento e a aquisição do conhecimento.
Assim, Dias defende que, na construção da linguagem
e do pensamento, a seguinte figura exerce papel-chave: