Numa situação de aprendizagem desenvolvida em uma
turma de crianças de seis anos, nos primeiros dias do
ano letivo, a professora pede que as crianças digam palavras que do ponto de vista sonoro combinam com a
palavra “mamão”. As crianças respondem: “laranja, abacaxi, manga, banana” (Brasil, 2009). Acerca do desenvolvimento da consciência fonológica dessas crianças, a
partir da situação relatada, é correto afirmar que
Para compreender a natureza dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), é necessário situá-los em relação
a quatro níveis de concretização curricular, considerando a estrutura do sistema educacional brasileiro. Os
Parâmetros Curriculares Nacionais constituem o primeiro nível de concretização curricular. O segundo nível de
concretização diz respeito às propostas curriculares dos
Estados e Municípios. O terceiro nível de concretização
refere-se à elaboração da proposta curricular de cada
instituição escolar, contextualizada na discussão de seu
projeto educativo. O quarto nível de concretização curricular é o momento da realização da programação das atividades de ensino e aprendizagem na sala de aula. Acerca da natureza e função dos PCN’s, é correto afirmar que
Na percepção de Jussara Hoffman, há dois princípios
presentes em uma avaliação enquanto mediação: o do
acompanhamento reflexivo e o do diálogo. Todavia, segundo ela, alguns professores questionam sobre como
podem acompanhar os alunos e dialogar com eles, considerando o número de alunos com que trabalham e o reduzido tempo que permanecem com as turmas. Em uma
investigação sobre o significado do termo acompanhar,
a autora relata que 29 professores, dentre 32 respondentes, disseram que acompanhavam os alunos todos
os dias, continuamente, em todas as situações de sala
de aula. Entretanto, todos os 32 professores definiram
avaliação por verificação de resultados alcançados. Isso
significa que há equívocos no entendimento dos termos
acompanhamento e diálogo no que tange à avaliação.
De acordo com Jussara Hoffman, a avaliação enquanto
relação dialógica significa
O professor, como qualquer ser humano, tende a encaixar uma situação nova aos seus melhores esquemas de
trabalho, e o habitual, nos cursos de formação continuada, é o “receituário” (Mantoan, 2001). Para a autora, nos
projetos de aprimoramento e atualização, é fundamental
Fontana (1996) se vale dos estudos de Vygotsky para tratar
da gênese social da conceitualização. Vygotsky afirma que
todas as funções mentais superiores são relações sociais
interiorizadas. Entre as formas superiores de ação consciente, destaca-se a elaboração conceitual, como um modo culturalmente desenvolvido de os indivíduos refletirem cognitivamente suas experiências. Com fundamento em Vygotsky,
Fontana (1996) assevera que tal elaboração resulta
Se entendermos que currículo é o que fica, o internalizado, independentemente do prescrito na esfera oficial,
então, com efeito, o que influi na vida escolar dos alunos
é o currículo real. A consideração deste currículo, ao lado
do oficial, no planejamento pedagógico curricular leva a
escola e os professores a confrontarem a cultura elaborada do currículo formal com as situações de fato vividas
no ambiente escolar e nas salas de aulas (Libâneo, 2003).
Por essa razão, de acordo com o autor, é importante insistir no entendimento da cultura da escola, ou seja, a cultura
Delia Lerner (2002) se vale do conceito de “contrato didático”, elaborado por G. Brousseau, para evidenciar como
o tipo de relação estabelecida entre professores e alunos
imprime características específicas ao processo de compreensão do que se lê. Segundo a autora, um aspecto
essencial que Brousseau sublinha ao definir a noção de
“contrato” é que este compromete não apenas o professor e os alunos como também
Paula Francisca foi aprovada no concurso para professora de Educação Básica I na Prefeitura Municipal de Guararapes. Ao assumir sua turma, ela notou que havia três
alunos participantes do Atendimento Educacional Especializado – AEE. Por isso, ela decidiu ler o documento
A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão
Escolar: a escola comum inclusiva, de Edilene Aparecida Ropoli (2010). Com essa autora, ela pôde aprender
que “as ações para consolidação do AEE exigem firmeza
e envolvimento de todos os que estão se empenhando
para que as escolas se tornem ambientes educacionais
plenamente inclusivos”. E, ainda, que o entrelaçamento
dos serviços de Educação Especial, entre os quais o
AEE, conjuga igualdade e diferenças como
Jófoli (2002) se interroga a respeito do papel que o professor desempenha na construção do conhecimento.
Para refletir acerca dessa questão, ela lança mão dos estudos de Piaget e Vygotsky. Em alguns aspectos, esses
dois teóricos divergem. Todavia, de acordo com a autora,
eles partilham algumas concepções em comum, como,
por exemplo, que
Vasconcellos (2002) faz uma crítica à metodologia expositiva ao afirmar que precisamos estar muito atentos à
questão da educação tradicional, já que a crítica a ela
começou há pelo menos 200 anos e até hoje pode ser
observada nas práticas pedagógicas. Para ele, devemos
recorrer não apenas à sua crítica teórica, mas, sobretudo,
à sua crítica prática, superando suas contradições através da construção de novas práticas. No entendimento
do autor, há necessidade de a educação tradicional ser
bem analisada, pois pode significar