Com relação ao papel da escolarização no processo de
conceitualização, Fontana (1996) apresenta uma distinção entre as interações cotidianas e as interações escolarizadas. Para a autora, nas interações cotidianas,
É função dos professores ajudar os alunos a relacionarem significativamente as normas a determinadas atitudes que se pretende que desenvolvam em situações
concretas (no trabalho em grupo, nos espaços comuns
da escola etc.). Com relação à intervenção na construção
das atitudes dos alunos, conforme Coll (1999), os professores podem
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização
A “Notícia da hora” faz parte da rotina da professora
Márcia. É um momento reservado às notícias que mais
chamaram a atenção das crianças na semana. Com essa
atividade, é possível exercitar o relato oral da criança que,
por sua vez, vai aprendendo, cada vez mais, a fazê-lo,
fazendo. Considerando as modalidades organizativas
propostas na publicação Ensino Fundamental de nove
anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos
de idade (BRASIL, 2007), a “Notícia da hora”, de acordo
com o referido documento, é considerada uma atividade
A professora Carla leciona em uma turma de primeiro ano
no município de São José dos Campos, sendo que a maior
parte de seus alunos não está alfabetizada. Certo dia, Carla
propôs às crianças a escrita de uma lista com os nomes
das frutas preferidas. Como os alunos ainda não sabem ler
ou escrever de forma convencional, cada criança deveria
escrever do jeito que imagina. Weisz (2000) argumenta que
ao propor que uma criança não alfabetizada se arrisque a
escrever do jeito que imagina, o professor está
Segundo Vasconcelos (2002), para a construção do
conhecimento, a metodologia na perspectiva dialética vai
buscar sua orientação básica no resgate do próprio processo de construção de conhecimento da humanidade.
Ao analisar esse processo, percebe-se que a produção do
conhecimento é resultante
Candau, citada por Resende (in: Veiga, 1998) explica
que a desestabilização, a relativização e a própria contestação são ingredientes necessários no encontro entre
culturas e, ao defender a transparência e a autenticidade
cultural via currículo, considera, entre outros, a
As tendências pedagógicas e seus pressupostos são
apresentados por Queiroz e Moita (2007). De acordo com
as autoras, a “pedagogia crítico-social dos conteúdos”
Pimenta (1990) defende que a construção do projeto pedagógico pelo coletivo dos educadores escolares objetiva a democratização do ensino, cujo núcleo é a democratização do saber, que passa agora a se diferenciar da democratização das relações internas, sem, no entanto, se desvincular delas. A autora também defende que é necessário que os pedagogos desenvolvam uma competência que aponta para a formação e o exercício da profissão em determinadas condições histórico-sociais da educação escolar.
Essa competência é a competência
Ao tratar da metodologia do ensino de História e Geografia, Penteado (2011) sugere que o trabalho com conceitos em nível de vivência está presente em todas as séries.
Para a autora, a melhor forma de avaliar o aprendizado
de conteúdos trabalhados no nível da vivência é: