A didática ocupa-se de estudar o aluno, o professor, o
saber e as inter-relações entre esses componentes dentro de um contexto caracterizado pela intencionalidade
de incidir em conhecimentos anteriores dos alunos para
fazê-los progredir. No livro Ensinar matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais: análise e propostas,
Moreno afirma que, dentro da didática da matemática, o
eixo central é a resolução de problemas. Com base na
autora, entendem-se por problemas dentro da didática da
matemática situações
Uma cena comum em nossas escolas são os estudantes
procurando suas notas em murais ou quadros de avisos.
De um modo geral, são os resultados de final de ano ou
de bimestre que irão informá-los sobre possíveis recuperações ou reprovações. Considerando o documento
Indagações sobre currículo: currículo e avaliação, pode-se inferir que a avaliação de que trata essa cena
No livro Educação Infantil: fundamentos e métodos,
Zilma de Oliveira aponta para a necessidade de se estabelecer uma aproximação com as famílias. Para isso, a
autora entende que
Em Escrever e ler: como as crianças aprendem e como o
professor pode ensiná-las a escrever e a ler, os autores
lembram que a escola foi criada para homogeneizar e
adaptar as crianças a um modelo social dominante, mas
hoje se exige da escola um avanço para a integração e
para uma cultura da diversidade, que viva as diferenças
como uma riqueza, não como obstáculo. O objetivo, segundo os autores, é que
Machado narra, em Educação Especial na Escola Inclusiva: Políticas, Paradigmas e Práticas, sua experiência à
frente da Coordenação de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis/SC, implantando, naquela rede municipal de ensino, novos serviços
de educação especial e modificando os que já existiam.
Segundo a autora, se a concepção educacional é inclusiva,
No livro Ler e escrever na escola: o real, o possível e o
necessário, Lerner dedica um capítulo para discutir como
transformar o ensino da leitura e da escrita na escola.
A autora apresenta desafios que implicam uma mudança profunda nas práticas escolares. Segundo Lerner, um
desses desafios é
Em Ciência, arte e jogo: projetos e atividades lúdicas na
educação infantil, o educador encontra inúmeras possibilidades de práticas pedagógicas. Em um dos projetos
relatados, Klisys retrata que a criança, por meio do faz
de conta, da repetição e da brincadeira, entra em contato com aquilo que estuda formalmente. Nesse sentido,
quando o professor coloca em prática uma abordagem
lúdica, vislumbra-se uma forma de trabalhar que considera os espaços para brincar integrados e articulados aos
espaços de aprendizagem. Assim, a autora defende que
o universo científico está intrinsecamente relacionado ao
universo lúdico, sendo urgente que a escola de Educação Infantil assuma uma concepção de ensino
Em seu capítulo no livro Jogo, brinquedo, brincadeira e
a educação, Marina Célia Moraes Dias discute a contraposição entre um ensino supostamente racional e um
ensino estético, sensorial, expressivo, verbal e não verbal. Em sua visão, as escolas usualmente dicotomizam e
reduzem os caminhos de apreensão do mundo em uma
aprendizagem mecânica e em relações congeladas. Para
a autora, a escola precisaria resgatar o trabalho com a
imaginação material, preocupando-se com a construção
de sistemas de representação, o que possibilitaria a construção do pensamento e a aquisição do conhecimento.
Assim, Dias defende que, na construção da linguagem
e do pensamento, a seguinte figura exerce papel-chave:
O desenho é uma linguagem que atravessa diferentes
tempos históricos da humanidade. Iavelberg cunhou a
expressão “desenho cultivado”, que, influenciado pela
cultura, mantém seu epicentro na criança. Por essa perspectiva, a autora traz exemplos de situações que favorecem a aprendizagem de desenho na sala de aula, dentre
eles
A educação infantil, em seu processo histórico, caracterizou-se por uma visão assistencialista e, mais recentemente, tem sido pensada propriamente dentro da seara
educacional. Nessa trajetória, muitas pesquisas foram
realizadas e muito se avançou em diversas discussões,
a exemplo da questão do espaço. Diferentes concepções
pedagógicas podem ser observadas no modo como se
organizam os materiais e móveis e no modo como as
crianças e adultos interagem e ocupam o espaço. Nesse sentido, Horn destaca que a organização do espaço
físico na educação infantil em cantos, em zonas semiabertas, pode constituir-se para alguns educadores como
uma forma de controle por meio de arranjos espaciais,
pois o professor observa e controla as ações das crianças sem ser o centro da prática pedagógica. A partir da
reflexão sobre a organização do espaço em cantos na
educação infantil, a autora conclui que a organização da
sala de aula dessa forma