Em A Importância do Ato de Ler, Paulo Freire ressalta
que, enquanto professoras e professores pedem para
que seus estudantes “leiam”, em um semestre, um sem-número de capítulos de livros, mantém-se a compreensão errônea que se tem do ato de ler. O autor afirma
que a insistência na quantidade de leituras sem o devido
adentramento nos textos a serem compreendidos, e não
mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica
da palavra escrita. Nesse sentido, o autor compreende a
alfabetização de adultos como
Em Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática e proposta, Moacir Gadotti afirma que usualmente define-se a
educação de adultos por aquilo que ela não é. No entanto, o autor busca mostrar outro lado, o que a educação de
adultos é, ou pode ser, em si mesma, sendo necessário
começar pela definição de alguns termos. Em relação ao
analfabetismo, o autor entende que esse termo
Em Desenvolvimento Psicomotor e Aprendizagem, Vitor
da Fonseca explica que o desenvolvimento da criança
reconstrói e recombina dois aspectos de herança, uma
biológica e outra social. Ao final do livro, o autor descreve 13 postulados da aprendizagem humana, em que ele
explica como as crianças se desenvolvem e aprendem.
De acordo com um desses postulados,
Marta Kohl de Oliveira, estudiosa do pensamento de
Vygotsky, afirma que, comparada com a situação escolar, a situação de brincadeira parece pouco estruturada e
sem uma função explícita na promoção de processos de
desenvolvimento. No entanto, o brinquedo também cria
uma zona de desenvolvimento proximal na criança, tendo
enorme influência em seu desenvolvimento. O comportamento das crianças pequenas é fortemente determinado pelas características das situações concretas em que
elas se encontram. Vygotsky exemplifica a importância
das situações concretas e a fusão que a criança pequena
faz entre elementos percebidos e o significado: “quando
se pede a uma criança de dois anos que repita a sentença ‘Tânia está em pé’ quando Tânia está sentada à sua
frente, ela mudará a frase para ‘Tânia está sentada’”. Ela
não é capaz de operar com um significado contraditório à
informação perceptual presente. Em uma situação imaginária como a da brincadeira de “faz-de-conta”, ao contrário, a criança é levada a agir em um mundo imaginário (por
exemplo, o ônibus que ela está dirigindo na brincadeira).
Com base na autora e à luz do pensamento de Vygotsky,
sobre a situação apresentada, é correto afirmar:
No livro Só Brincar? O papel do brincar na educação infantil, Janet Moyles mostra que há uma dicotomia para
os professores sobre o papel da brincadeira dentro da
escola. A autora afirma que, por um lado, a implicação
é de que as crianças aprendem muito pouco sem a direção da professora; por outro, o brincar autoiniciado pela
criança é defendido como propiciador de um melhor contexto de aprendizagem. Para Moyles, uma das principais
posições de seu livro é que o brincar deve ser visto como
Zilma de Oliveira, em Educação Infantil: fundamento e
métodos, escreve que “as crianças pequenas são um
grupo etário vulnerável a vários riscos e doenças que podem ser prevenidos e controlados. Há que reconhecer
que saúde e doença não são situações meramente biológicas e parte de uma natureza que se acreditaria inevitável. Cuidados adequados podem prevenir, em grande
parte, doenças e riscos à integridade infantil”. Para a autora, as creches e pré-escolas precisam garantir o direito
da criança a uma educação para a saúde, podendo as
atividades de cuidado pessoal ser lúdicas e promover a
construção de hábitos e aprendizagem de regras. Segundo a autora, as metas dessas atividades são
No documento Referencial curricular nacional para a
educação infantil (volume 2), compreende-se que a autoestima a qual a criança aos poucos desenvolve é, em
grande parte, interiorização da estima que se tem por ela
e da confiança da qual é alvo. A colaboração entre pais e
professores é fundamental no acompanhamento conjunto dos progressos que a criança realiza na construção de
sua identidade e progressiva autonomia pessoal. Sobre o
tema, o mencionado documento entende que
Em Pedagogia da infância: dialogando com o passado
– construindo o futuro, Julia Formosinho mostra que, no
âmbito de uma pedagogia transformativa, preconiza-se
a instituição de um cotidiano educativo que conceitualiza a criança como uma pessoa com agência, não à espera de ser pessoa, que lê o mundo e o interpreta, que
constrói saberes e cultura, que participa como pessoa e
como cidadã na vida da família, da escola e da sociedade. Conforme a autora, os processos principais de uma
pedagogia da participação são a observação, a escuta
e a negociação. A respeito desses processos, é correto
afirmar, segundo Formosinho, que
A Constituição Federal de 1988 (CF/88) é a primeira da história brasileira a estabelecer a educação como um direito social. Para concretização desse direito, são atribuídas competências e responsabilidades aos entes federados. Acerca das atribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios a CF/88 determina que
Concebe-se, inequivocadamente, como função social da
educação: