Questões de Português sobre Pronomes relativos

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Encontradas 5 questões

Assinale a alternativa cuja palavra destacada apresenta ambiguidade (dupla possibilidade de leitura), não estando, portanto, de acordo com as normas da redação oficial.

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Pode confessar: você também já se pegou falando “obrigado” para a inteligência artificial (IA). Pode parecer um gesto trivial, talvez até um pouco tolo. Afinal, estamos falando com um algoritmo, não com um ser senciente (ainda).
Longe de ser apenas uma afetação, agradecer à IA toca em aspectos profundos da nossa biologia humana. Quando somos gentis, algo fascinante acontece no cérebro.
Expressar gratidão ativa circuitos cerebrais ligados à recompensa e à satisfação de necessidades do corpo e do espírito, liberando dopamina e outras substâncias que geram sensação de prazer. Estudos científicos têm confirmado que pessoas mais gratas apresentam níveis mais altos de saúde mental e resiliência emocional. Tamanha é sua força que a gentileza pode se tornar um hábito, reforçada pela liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”, que reduz tensões e estreita vínculos sociais.
Dizer “obrigado” a um assistente virtual pode não parecer grande coisa, mas funciona como um pequeno exercício que fortalece padrões positivos. Além disso, o custo ambiental dessa gentileza é praticamente nulo. Embora IAs operem em centrais de processamento que consomem energia e água, uma interação individual como essa consome menos do que assistir a um vídeo curto numa rede social.
Estabelecer normas de interação positivas, agora, pode ser importante para futuros relacionamentos humano-IA, especialmente se a IA se tornar significativamente mais inteligente. Estabelecer uma base de interação respeitosa e cortês pode ser importante para navegar nosso futuro com sistemas avançados de IA, garantindo uma coexistência mais harmoniosa e benéfica.
(Alexandre Chiavegatto Filho. A ciência da gentileza: por que você deve continuar dizendo “obrigado” ao ChatGPT. www.estadao.com.br, 30.04.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado pode ser substituído pelo termo entre colchetes.

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A frase abaixo em que o emprego do termo sublinhado está adequado, é:

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Quando o cego, em reunião na casa dum amigo, disse que gostaria de viver numa cidade cuja temperatura oscilasse entre quinze e vinte graus e cujo céu todos os dias fosse azul, ninguém sentiu vontade de sorrir. Nem cheguei a sentir um alegre arrepio de tristeza. Ele falou com a voz clara e cheia de sentido. Nós todos entendemos, entendemos de repente um espaço emocional extraordinário, que desconhecíamos: o azul do céu não é uma cor, mas uma qualidade do mundo, uma luminosidade de todos os sentidos, uma fragrância, um ar mais delicado, um concerto de sons, uma transparência do universo.
Nos dias cinzentos, o mundo é opaco e áspero; as pessoas falam com um timbre de voz mais rouco e inquieto; os pássaros não cantam; a brisa é mais úmida; o ar, mais pesado. O cego desejava que todos os dias fossem azuis; precisava dos dias azuis mais do que nós, os distraídos na multiplicidade do mundo, dispersados em tantas sensações supérfluas. Um poeta disse uma vez que Deus é azul. Não creio. Mas creio nos poetas. Creio nos cegos. Creio no azul.
(Paulo Mendes Campos. Palavras pessoais. 05.11.1960. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/. Acesso em 24.06.2024)

O trecho – ... gostaria de viver numa cidade cuja temperatura oscilasse entre quinze e vinte graus e cujo céu todos os dias fosse azul... – (1º parágrafo) pode ser assim reescrito, em conformidade com a norma-padrão de regência e de emprego de pronomes:

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Centenário da violeira Helena Meirelles (1924-2005)

Foi na fazenda Jararaca, embarcadouro de gado localizado na margem direita do rio Paraná, leste de Mato Grosso do Sul, que desabrochou artisticamente a violeira, cantora e compositora Helena Meirelles (1924-2005). Nascida numa época em que eram raras as mulheres que tocavam qualquer que fosse o instrumento, ela desafiou tal impedimento ainda criança, quando aprendeu a dedilhar suas primeiras “modas” com um tio, em festas familiares. Anos mais tarde, uma nova afronta: para seguir tocando, já adolescente, Helena fugiu de casa, em mais um dos episódios que marcaram uma vida cheia de escolhas que conduziram seus futuros passos e que tornaram, ela e sua viola, inseparáveis.
“Desde pequenininha, já nasci com aquilo. Eu via tocarem violão e ficava doidinha, queria tocar. Ficava olhando os paraguaios, na afinação, no solo, e fui gravando. Minha cabeça era um gravador (…) eu já queria ser eu como eu sou até hoje. Só Deus e mais ninguém para me escorar. Ninguém manda em mim. Eu sou a dona do meu nariz e da minha direção”, afirmou a artista no documentário Dona Helena (2006), de Dainara Toffoli.
O espírito rebelde só não foi maior que o extraordinário dom para os acordes, refletido na técnica desenvolvida de forma autodidata e internacionalmente reconhecida. “A eficiência instrumental de Helena resultava de uma vida dedicada a tocar, com exceção de períodos em que trabalhou na roça, foi lavadeira, empregada doméstica, e quando viveu em fazendas no Mato Grosso do Sul. E isso aliado ao seu talento natural”, analisa o músico e jornalista Mário de Araújo. Sobrinho da artista, ele conta que Helena tocava bem com qualquer violão ou viola à mão.
(Manuela Ferreira. Centenário da violeira Helena Meirelles [1924-2005]. Revista E, agosto de 2024, Adaptado)

Em – Nascida numa época em que eram raras as mulheres que tocavam qualquer que fosse o instrumento... – (1° parágrafo) as palavras em destaque podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:

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