Nos termos do artigo 208 da Constituição da República
Federativa do Brasil, o dever do Estado com a educação
será efetivado mediante a garantia de
Em seu livro A Prática Educativa – Como ensinar, Zabala
aborda o papel do espaço, considerando que a estrutura
física das escolas, os espaços de que dispõem e como
são utilizados correspondem a uma ideia muito clara do
que deve ser o ensino. Contudo, conforme aponta o autor, a utilização do espaço começa a ser um tema problemático quando o protagonismo do ensino se desloca do
professor para o aluno, isto é,
Para Weisz, quando a prática do professor está carregada da convicção de que seu papel é o de corrigir, fica claro que aprender significaria trocar repostas erradas por
respostas certas. Todavia, quando se compreende que
o papel do professor é o de atuar para que os alunos
transformem seus esquemas de interpretação, o erro ganha um novo contorno. Relativamente à intervenção do
professor sobre o erro, a autora entende que
Na obra Aprender a ler e a escrever – uma proposta construtivista, Teberosky e Colomer enfatizam a relação entre
as estratégias da escrita e as estratégias de produção de
textos, bem como que o conhecimento sobre os textos
pode preceder o conhecimento da escrita, isto é, a competência com textos é influenciada pelas experiências
culturais das crianças pequenas com livros e leitores.
Conforme expõem as autoras, uma série de pesquisas
indica que os textos que são apresentados para reescrita
se transformam em um modelo gerador. Nesse contexto,
segundo Teberosky e Colomer, a reescrita
Como o ser humano é um ser social, a educação é condição para o crescimento e o desenvolvimento da criança. La Taille afirma que as renovações pedagógicas, “ao
procurar adequar o ensino ao interesse dos alunos, buscam o impulso motivacional que ajuda a fazer projetos
e crescer; ao procurar uma aprendizagem significativa,
respeitam a inteligência da criança e a ajudam na paulatina construção do conhecimento. Todavia, quando restringem o interesse à mera motivação passageira, ao aprender brincando, ao assistir a aulas agradáveis, ao invés de
estimular a criança a se desenvolver, referendam suas
motivações mais primitivas”. Com isso, segundo o autor,
quando as renovações pedagógicas confundem aprendizagem significativa com infantilização e desfiguração dos
conteúdos,
Salles e Faria relatam uma proposta de trabalho com
um grupo de crianças de 4 e 5 anos: “[a professora] lia
a história de uma festa no céu para a qual o sapo não
tinha sido convidado. Após a leitura, algumas crianças
passam a fazer comentários sobre a história contada,
relacionando-a com outras narrativas que tinham sapos
como personagens [...]. Uma menina, que permaneceu
calada durante a leitura da história e que parecia um pouco desligada, no momento em que os demais faziam comentários, perguntou: por que o sapo não mora na água
salgada?”. As autoras comentam que a pergunta poderia ter sido ignorada ou respondida rapidamente, mas
se tornou objeto de interesse pelas crianças quando a
professora devolveu a pergunta ao grupo, pedindo-lhes
que desenhassem o que achavam que aconteceria se o
sapo morasse no mar. Os desenhos buscavam explicitar
as hipóteses das crianças, sendo então planejadas em
conjunto com as crianças e realizadas por cerca de um
mês atividades vinculadas à questão colocada. Essas atividades caracterizam o que as autoras denominam
Perrenoud menciona que a escola trata todos os alunos
como iguais em direitos e deveres, ao passo que eles
estão desigualmente dispostos e preparados a tirar partido de uma formação padrão. Para ele, a reprovação é
uma diferenciação rudimentar, que degrada a autoestima
e se mostra globalmente pouco eficaz. Perrenoud propõe ciclos de aprendizagem, associando-os à luta contra
o fracasso escolar por meio de pedagogia diferenciada,
insistindo sobre uma ruptura com os recortes em anos,
sobre novas formas de avaliação, sobre a distância a
tomar dos programas e da padronização dos percursos.
Tais ciclos de aprendizagem, segundo o autor, ficariam
sob responsabilidade
No livro Didática da Matemática: reflexões psicopedagógicas, as autoras trazem diferentes situações de investigação com crianças. Em uma dessas situações, o pesquisador mostra os números 25 e 31 para duas crianças
e questiona: “Qual é o mais alto?”. Guillermo (6 anos,
primeira série) responde: “Este [apontando para o 31]”.
Já Yael responde: “A mim me parece que é este [apontando para o 25], porque tem um dois e um cinco e este
[apontando para o 31] tem um três e um um. Maiores são
estes números [mostrando os algarismos de 25]”. Sobre
essa situação, pode-se concluir que
A didática ocupa-se de estudar o aluno, o professor, o
saber e as inter-relações entre esses componentes dentro de um contexto caracterizado pela intencionalidade
de incidir em conhecimentos anteriores dos alunos para
fazê-los progredir. No livro Ensinar matemática na Educação Infantil e nas séries iniciais: análise e propostas,
Moreno afirma que, dentro da didática da matemática, o
eixo central é a resolução de problemas. Com base na
autora, entendem-se por problemas dentro da didática da
matemática situações
Uma cena comum em nossas escolas são os estudantes
procurando suas notas em murais ou quadros de avisos.
De um modo geral, são os resultados de final de ano ou
de bimestre que irão informá-los sobre possíveis recuperações ou reprovações. Considerando o documento
Indagações sobre currículo: currículo e avaliação, pode-se inferir que a avaliação de que trata essa cena